A revista Science é uma das publicações científicas mais respeitadas do mundo, reconhecida por divulgar pesquisas que mudam paradigmas e impulsionam o conhecimento em diversas áreas.
Com um alto fator de impacto e uma audiência global, seus artigos frequentemente se tornam referências fundamentais para a comunidade acadêmica e científica. A seguir, destacamos cinco artigos publicados na Science que marcaram profundamente a astronomia e a astrofísica contemporânea.
5 maiores descobertas da astronomia e astrofísica publicadas na revista Science
O Telescópio Espacial James Webb: uma nova era da astronomia (2022)
Título: Golden eye:A new space telescope makes a spectacular debut after a troubled gestation
O lançamento do Telescópio Espacial James Webb (JWST) em 2021 e o início de suas operações em 2022 revolucionaram a astronomia. Com uma capacidade sem precedentes de observar o universo no espectro infravermelho, o Webb permitiu detectar galáxias extremamente distantes, algumas formadas apenas 150 milhões de anos após o Big Bang.
O JWST também revelou detalhes sobre a composição atmosférica de exoplanetas, fornecendo informações essenciais para a busca por vida alienígena. Suas imagens detalhadas das nebulosas e regiões de formação estelar já estão transformando nosso entendimento da evolução galáctica e planetária.
Primeira imagem de um buraco negro (2019)
Em 2019, o mundo viu à primeira imagem direta de um buraco negro, capturada pela colaboração Event Horizon Telescope (EHT). O buraco negro supermassivo na galáxia M87 foi registrado em detalhes, confirmando previsões feitas por Albert Einstein na teoria da relatividade geral.
Essa conquista não apenas validou modelos teóricos, mas também abriu caminho para novas formas de estudar esses objetos misteriosos. Com os avanços técnicos, espera-se que imagens ainda mais nítidas – e de buracos negros mais próximos – se tornem possíveis nos próximos anos.
Além disso, esse conhecimento poderá viabilizar observações mais precisas do Sagitário A* (o buraco negro no centro da Via Láctea), ajudando a testar possíveis modificações na relatividade geral.
Fusão de estrelas de nêutrons e a origem dos elementos pesados (2017)
A detecção da fusão de duas estrelas de nêutrons em 2017, conhecida como GW170817, marcou o início da chamada astronomia multimensageira – um campo revolucionário que combina diferentes tipos de “mensageiros” cósmicos, como ondas gravitacionais e radiação eletromagnética, para estudar o Universo de forma mais completa.
Pela primeira vez, um único evento cósmico foi observado simultaneamente por meio de ondas gravitacionais e sinais eletromagnéticos, como luz visível, raios-x e raios gama. Essa convergência permitiu um entendimento inédito dos processos físicos envolvidos em colisões estelares.
O evento também ajudou a esclarecer como se formam elementos pesados no Universo. As observações forneceram evidências diretas de que a fusão de estrelas de nêutrons é a principal fonte de elementos como ouro e platina – solucionando uma dúvida científica que persistia há décadas.
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Primeira observação de ondas gravitacionais (2016)
Tìtulo: The cosmos aquiver
Um dos avanços mais significativos da física e da astronomia moderna foi a primeira detecção de ondas gravitacionais, realizada pelo observatório LIGO em 2016. Essas ondulações no espaço-tempo, previstas por Albert Einstein um século antes, foram geradas pela colisão de dois buracos negros.
A descoberta abriu uma nova janela para a observação do universo, permitindo detectar eventos antes invisíveis aos telescópios convencionais. Futuras missões, como o LISA (observatório espacial de ondas gravitacionais), poderão captar sinais ainda mais distantes e ajudar a desvendar a natureza de buracos negros primordiais.
Desde então, diversos outros registros de eventos de ondas gravitacionais aconteceram, o que contribui para o avanço do conhecimento sobre buracos negros, estrelas de nêutrons e outros fenômenos extremos do cosmos.
Missão Rosetta e o estudo de cometas (2014)
A Missão Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), foi a primeira a orbitar um cometa e pousar um módulo em sua superfície. Em 2014, a sonda chegou ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, e o módulo Philae realizou um pouso histórico.
A missão revelou detalhes importantes sobre a composição química do cometa, incluindo a presença de moléculas orgânicas complexas. Essas descobertas fornecem pistas sobre como a água e os blocos fundamentais da vida podem ter sido trazidos para a Terra por cometas, influenciando a origem da vida no planeta.
Fonte: Olhar Digital