O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou, nas redes sociais, a apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl, neste domingo (8). O republicano chamou o show de “bagunça”.
O Super Bowl simboliza a grande final da liga de futebol americano dos EUA e é um dos programas com a maior audiência da TV norte-americana. Neste ano, o jogo e o show foram realizados no Levi’s Stadium, na Califórnia, com a disputa entre New England Patriots e Seattle Seahawks.
“Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, escreveu nas redes sociais.
“Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante… Esse ‘show’ é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias”, completou Trump.

Bad Bunny
Bad Bunny tem um lado político atrelado ao seu trabalho. Em 2019, o músico abandonou uma turnê para se juntar a uma onda de protestos contra o governador Rosselló, em Porto Rico. Na época, ele se juntou aos conterrâneos Residente, iLe e Ricky Martin, se tornando uma das celebridades porto-riquenhas mais ativas politicamente.
As músicas do cantor são inerentemente latino-americanas: seguem a linha do reggaeton e trap latino, com letras em espanhol, além de citações musicais que vão de “Garota de Ipanema” a clássicos porto-riquenhos.
No Show, o cantor se apresentou: “Meu nome é Benito Antonio Martínez Ocasio. E se estou aqui hoje no Super Bowl 60, é porque nunca, jamais deixei de acreditar em mim mesmo, e vocês também deveriam acreditar em si mesmos; vocês valem mais do que pensam.”
Ele homenageou os trabalhadores de canaviais, criticou as autoridades pelos recorrentes apagões e o abandono dos governos.




