Alvo de operação, presidente do Rioprevidência deixou o Brasil em meio às investigações do Caso Master


Alvo da Operação Barco de Papel, que faz parte das investigações sobre o caso do Banco Master, na manhã desta sexta-feira (23), Deivis Marcon Antunes, presidente do RioPrevidência, fundo responsável pela gestão de aposentadorias e pensões de servidores públicos do Rio de Janeiro, deixou o país no dia 15 de janeiro, em meio às investigações da Polícia Federal (PF) sobre o banco de Daniel Vorcaro.

Segundo o jornal “Estadão”, Deivis Marcon sabia da possibilidade de ser alvo de uma operação da Polícia Federal e já evitava sua residência. Nesta sexta, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do presidente do Rioprevidência, em Botafogo. A equipe precisou pular o portão para entrar, já que Deivis deixou a casa vazia e trancada antes da ação.

Deivis comprou uma passagem para os Estados Unidos e deixou o país na última semana. Seu paradeiro, no entanto, é desconhecido. A operação da Polícia Federal cumpriu apenas mandados de busca e apreensão contra Deivis e então, ele não é considerado foragido.

Operação da PF

Ao todo, agentes da PF cumpriram quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal. O Rioprevidência, segundo a PF, aplicou quase R$ 1 bilhão no Master.

O objetivo da operação, segundo a PF, é “apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia (…) a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

“A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, diz a PF.

Além de Deivis, também são alvos Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimentos interino. Agentes ainda foram à sede da autarquia, no Centro do Rio de Janeiro. Na casa de Eucherio, a PF apreendeu R$ 3.760 em notas novas em uma mochila.

Dinheiro apreendido durante Operação Barco de Papel

“O termo ‘barco de papel’, que deu nome à operação, no contexto de investimentos, é uma metáfora para ativos financeiros que possuem alto risco de crédito, lastro frágil ou nenhuma garantia real (como o FGC – Fundo Garantidor de Créditos) em caso de calote”, explicou a PF.

O Rioprevidência aplicou, ao todo, R$ 2,6 bilhões em fundos do grupo liderado pelo Banco Master. O investimento foi realizado ao longo de 2024 e 2025. Em maio, o Tribunal de Contas do RJ (TCE-RJ) já havia alertado para “graves irregularidades” aos gestores do fundo. Em outubro, o TCE voltou a criticar os aportes e determinou uma tutela provisória com apensação sobre o Rioprevidência, impedindo-o de fazer novas transações com o Master.

Rioprevidência fez aportes no Banco Master sem novas avaliações do comitê financeiro

Nesta semana, o ex-membro do comitê de investimentos do Rioprevidência, Robson Luiz Barbosa, trouxe novos detalhes sobre como o fundo, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de 235 mil servidores, realizou aportes no Banco Master sem a aprovação formal do comitê.

Segundo o depoimento, o total aplicado no ano seguinte ao investimento inicial saltou para quase sete vezes o valor original, em uma sequência de aplicações automáticas que não passou pelo crivo do grupo.

Diretoria entendeu que outros aportes poderiam ser feitos automaticamente após aprovação de um investimento inicial. O investimento inicial, de cerca de R$ 120 milhões no final de 2023, foi aprovado pelo comitê, mas, segundo Barbosa, o aval “deixou subentendido” que novos aportes poderiam ser feitos sem nova aprovação. A informação é do “RJ2”.

Nos meses seguintes, a diretoria de investimentos do Rioprevidência, na figura de Eucherio Lerner Rodrigues, então diretor, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, gerente, continuou aplicando dinheiro. No total, os recursos aplicados em 2024 chegaram a quase R$ 1 bilhão, sem nova análise técnica formal.

O ex-integrante do comitê destacou que, em todas as reuniões, as propostas da diretoria eram discutidas apenas de forma argumentativa, sem apresentação de estudos técnicos, laudos ou planilhas, e que ele nunca teve acesso integral aos processos que embasaram as decisões.

Em meio à crise, Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal foram exonerados de seus cargos, enquanto o diretor-presidente Davis Marco Mantunes continua à frente do fundo.

Os aportes do Rioprevidência foram feitos em letras financeiras, uma modalidade de renda fixa que funciona como um empréstimo ao banco com promessa de retorno maior que o capital investido. Diferente de outros investimentos, essas aplicações não têm cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que significa que, em caso de problemas, o dinheiro do fundo pode ser perdido.

*Com Tempo Real RJ

 





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