A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou o arquivamento de uma representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) com o pedido para abertura de investigação sobre eventos privados atribuídos a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As festas foram realizadas em Trancoso, na Bahia.
A recomendação foi elaborada pela Secretaria-Geral de Controle Externo, e o caso será relatado pelo ministro Jorge Oliveira, a quem caberá submeter o tema à deliberação dos demais ministros.
Segundo a representação, os encontros, conhecidos como “Cine Trancoso”, teriam ocorrido em uma residência de veraneio de Vorcaro. O objetivo da solicitação era identificar a eventual participação de autoridades públicas federais, incluindo integrantes do Judiciário e do Ministério Público, além de avaliar possíveis repercussões para a administração pública.
O pedido do MPTCU teve como base, entre outros elementos, reportagem publicada pela Revista Liberta, que descreveu características dos eventos, como controle restrito de acesso e limitações ao uso de celulares. A matéria também mencionava que o nome “Cine Trancoso” estaria relacionado à suposta gravação e guarda de imagens.
Outro ponto levantado na representação foi a necessidade de verificar se instituições públicas, como o Banco do Brasil, o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), teriam qualquer envolvimento no financiamento ou na promoção das atividades.
No parecer técnico, o TCU concluiu que os fatos narrados não se enquadram em sua esfera de competência, destacando a ausência de elementos que indiquem gestão ou uso de recursos públicos federais. O documento também apontou que não foram apresentados indícios suficientes de irregularidades nas circunstâncias descritas.




