‘Assassino’: Apartamento de síndico acusado de assassinar corretora em Goiás é depredado


O apartamento de Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, que confessou o assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, de 43, em um condomínio de Caldas Novas (GO), foi invadido e depredado nesta terça-feira. Imagens gravadas no local mostram danos tanto nas áreas comuns do prédio quanto no interior do imóvel, que foi pichado com a palavra “assassino”. Procurada, a Polícia Civil não informou se o responsável pela depredação já foi identificado.

Cléber, que era síndico do condomínio onde Daiane morava, foi preso na madrugada de terça-feira e levou a polícia até uma área de mata em Ipameri, no sul de Goiás, onde indicou o local em que havia deixado o corpo da vítima. Daiane estava desaparecida havia mais de um mês.

De acordo com o delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pelas investigações, além de Cléber, o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime. Já o porteiro do prédio onde a corretora residia foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos. O nome dele não foi divulgado.

Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro, após descer ao subsolo do edifício para verificar o desligamento de energia de seu apartamento. Segundo a Polícia Civil, ela mantinha um histórico de conflitos com o síndico, que incluía denúncias por perseguição, interrupções no fornecimento de energia e agressões.

As investigações apontam que os desentendimentos tiveram início depois que Cléber perdeu a administração de seis apartamentos do condomínio, que passaram a ser geridos por Daiane para locação por temporada. “A partir desse momento, houve uma série de atritos. Ele chegou a ser denunciado por perseguição”, afirmou o delegado André Luiz durante entrevista coletiva.

Segundo a TV Anhanguera, o corpo da corretora foi abandonado às margens da rodovia GO-213, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em um trecho que liga o município a Ipameri e Pires do Rio. O Corpo de Bombeiros atuou na remoção dos restos mortais, encontrados em um barranco e em avançado estado de decomposição.

Em depoimento, Cléber Rosa afirmou que agiu sozinho. Ele contou que transportou o corpo da vítima na carroceria de sua picape. A Polícia Civil, no entanto, já obteve imagens de câmeras de segurança que mostram o suspeito deixando o condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento, o que contradiz sua versão inicial de que não havia saído do local naquela noite. A defesa de Cléber não se manifestou.

Abalada, a mãe da vítima, Nilse Alves Pontes, esteve no local nesta terça-feira e expressou sua revolta. “Não sei dizer ainda se estou sentindo raiva, alívio, dor ou revolta. Acho que é tudo ao mesmo tempo. Vamos precisar ter força para enfrentar o que ainda está por vir”, declarou.





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