Ato por anistia a 8/1 em Brasília com participação de Bolsonaro teve baixa adesão


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O ex-presidente Jair Bolsonaro participou nesta quarta-feira (7) de ato em Brasília para defender anistia ampla aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado no Brasil. Recuperando-se de cirurgia recente, Bolsonaro foi recomendado pelos médicos a não comparecer.

A caminhada, da Torre de TV rumo ao Congresso Nacional, começou pouco depois das 16h. Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle seguiram em cima de um carro de som. Mais cedo, o ex-presidente divulgou um vídeo convocando apoiadores para a manifestação. “Pretendo estar lá também e participar do início”, disse.
Ele afirmou ainda que queria encontrar apoiadores para uma foto.

Apesar da convocação, o ato teve baixa adesão e não mobilizou grande público, cao contrário do que esperavam os organizadores. o evento foi coordenado pelo pastor Silas Malafaia.

A segurança pública do Distrito Federal reforçou o policiamento e restringiu o acesso ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto, lembrando o forte esquema implementado após os ataques de janeiro de 2023. Mas a manifestação desta quarta não apresentou risco de invasão e transcorreu de forma pacífica — e esvaziada.

Bolsonaro

Bolsonaro defendeu que políticos decidam anistia

“A anistia é um ato político e privativo do parlamento brasileiro. O parlamento votou, ninguém tem que se meter em nada: tem que cumprir a vontade do parlamento, que representa a vontade da maioria do povo brasileiro”, defendeu Bolsonaro, no alto do carro de som.

Nas falas dos participantes, sobraram críticas ao STF e aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), acusados de barrar ou esvaziar o projeto de anistia articulado pelo bolsonarismo.

Ao receber alta no domingo (4), após 22 dias de internação para se recuperar de uma cirurgia no intestino, Bolsonaro foi orientado pela equipe médica a evitar aglomerações e a restringir o número de visitas em casa pelas próximas semanas.

Bolsonaristas afirmam que o ato serviria para demonstrar à sociedade que a oposição continua mobilizada pela anistia, apesar da articulação feita pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por uma proposta alternativa.

Mas não foi o que se viu nesta tarde.

O projeto dos bolsonaristas prevê a anistia a todos os atos passados e futuros ligados aos ataques às sedes dos três Poderes.

 



Fonte: ICL Notícias

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