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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Bactéria fortalece tijolos feitos com solo lunar


Um estudo recém-publicado na revista Frontiers revelou uma alternativa promissora para a construção e manutenção de estruturas na Lua: o uso de bactérias para consertar tijolos feitos com solo lunar. A proposta é liderada por cientistas do Instituto Indiano de Ciência (IISc), em Bangalore, e pode ajudar a viabilizar moradias em futuras missões espaciais.

A técnica utiliza uma bactéria chamada Sporosarcina pasteurii, que vive naturalmente no solo da Terra. Ela tem a capacidade de produzir carbonato de cálcio, o mesmo componente presente em conchas e calcários. Quando aplicada em rachaduras nos tijolos lunares, a bactéria gera um tipo de cimento natural, preenchendo as falhas e reforçando a estrutura.

O método foi desenvolvido a partir de uma pesquisa anterior de 2020, também conduzida pelo IISc. Na ocasião, os cientistas criaram os chamados “tijolos espaciais” usando um simulador de solo lunar à base de cálcio, ureia, goma guar (extraída de feijões) e a própria bactéria. O objetivo era encontrar formas baratas e sustentáveis de construir na Lua.

‘Tijolos espaciais’ feitos de simulador de solo lunar, ureia, bactéria S. pasteurii e goma guar. Crédito: Divakar Badal / IISc

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Esses tijolos foram endurecidos com calor intenso, em um processo chamado sinterização, para se tornarem mais resistentes. Porém, mesmo sendo firmes, eles mostraram-se quebradiços e suscetíveis a danos causados pelas condições lunares extremas, como temperaturas que vão de 121 °C a -131 °C, além da ação de partículas vindas do Sol.

No novo estudo, os pesquisadores danificaram intencionalmente esses tijolos sinterizados e aplicaram uma pasta com a bactéria, goma guar e o solo lunar simulado. O resultado foi animador: o carbonato de cálcio produzido pelas bactérias penetrou nas fissuras, restaurando a solidez das peças. Biopolímeros naturais também ajudaram a unir melhor os componentes do solo.

Rachaduras criadas artificialmente nos tijolos espaciais preenchidos pelo carbonato de cálcio da bactéria (as manchas brancas destacadas em azul). Crédito: Gupta, Kulkarni, Naik, Viswanathan e Kumar / Frontiers

Essa abordagem pode se tornar essencial nas próximas décadas. Em 2028, a missão Artemis IV, da NASA, planeja enviar astronautas para a Lua. A expectativa é que eles iniciem a construção de uma base lunar, com módulos de habitação e pesquisa. Antes disso, a equipe do IISc pretende testar a bactéria em microgravidade para garantir seu desempenho no espaço.




Fonte: Olhar Digital

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