BC decreta liquidação do Will Bank, banco digital do grupo Master


O Banco Central (BC) decretou, nesta quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial do Will Bank, banco digital do grupo Master, de Daniel Vorcaro. A instituição estava desde novembro sob regime de administração especial temporária.

Em 18 de novembro de 2025, quando foi decretada a liquidação extrajudicial do Banco Master, o Will Bank havia sido preservado. Na época, o BC avaliou que havia investidores interessados em adquirir a instituição, o que acabou não se concretizando. O regime especial poderia ser mantido por até 120 dias.

No regime de administração especial temporária, as atividades do banco são preservadas, apesar de seus dirigentes perderem o mandato.

A liquidação é adotada quando o Banco Central avalia que a situação da instituição financeira é irrecuperável. O funcionamento da instituição, então, é interrompido e ela é retirada do sistema financeiro nacional. Com o ato, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

Antes do anúncio da liquidação pelo Banco Central, a Mastercard decidiu parar de aceitar transações feitas via cartões emitidos pelo Will Bank depois que operações concretizadas por consumidores não foram honradas pelo banco a participantes do arranjo de pagamento. A bandeira executou garantias ligadas a dívidas do Will Bank e passou a deter participações relevantes na varejista de móveis Westwing e no BRB (Banco de Brasília).

Will Bank

O Will Bank foi criado em 2017 e comprado pelo Master em 2024. O banco encerrou o primeiro semestre com R$ 14,4 bilhões de ativos, um prejuízo de R$ 244,7 milhões e um patrimônio líquido de cerca de R$ 300 milhões, segundo dados do BC.

Will Bank
BC decreta liquidação do Will Bank, banco digital do grupo Master. (Foto: Reprodução)

Uma venda do Will Bank, como antes era esperado, teria o potencial de reduzir as perdas do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que vai pagar até R$ 250 mil a 800 mil investidores de Certificados de Depósito Bancário (CDB) e outros títulos garantidos emitidos pelo Master, somando um total de R$ 40,6 bilhões, na maior indenização já feita pelo fundo. Sem uma venda, as perdas do FGC com o Master podem se elevar. O Will fechou setembro com R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo e nenhum valor em depósitos à vista, como conta corrente.

 





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