A operação do bolsonarismo para criar um tumulto na eleição já começou. Postagens nas redes sociais trazem os supostos resultados da eleição nos postos brasileiros no exterior. Mas as urnas em muitos dos locais sequer foram fechadas e, em outros, a eleição está apenas começando, como no oeste dos EUA.
Mesmo assim, a peça de desinformação apresenta Flávio Bolsonaro como o vencedor em mais de uma dezena de países, inclusive na Europa e nas Américas. A postagem mistura dados oficiais e que de fato ocorreram na Ásia com informações falsas sobre postos que sequer tinham contabilizado os votos.
Observadores apontam que objetivo da fakenews é o de criar um impacto entre eleitores brasileiros no país de que Flávio está na liderança, influenciando potencialmente o voto de indecisos.
Pelo mundo, o número de eleitores brasileiros aptos a votar cresce de forma exponencial e, em apenas quatro anos, a alta foi de 32%. Para este ano, são mais de 918 mil, um volume superior aos estados de Roraima (401,5 mil), Amapá (577,5 mil) e Acre (614,4 mil).
No total, o TSE enviou as urnas eletrônicas para 186 cidades de 134 países. Além dos EUA, Portugal, com 134,8 mil eleitores inscritos, e Japão, com 88,4 mil, são os maiores colégios eleitorais de brasileiros no exterior.





