spot_imgspot_img
26.3 C
Manaus
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
spot_imgspot_img

Braga defende modernização de legislação ambiental brasileira e pesquisas na busca de petróleo na Amazônia

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) aproveitou a presença do ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, em audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado para se posicionar a favor dos estudos da Petrobras em busca de reservas de petróleo a 580 quilômetros da foz do rio Amazonas.

Não dá para entender como é que as Guianas, a fronteira europeia dentro da Amazônia, possam explorar petróleo a 50 quilômetros de onde queremos estudar, e fazem grandes discursos ambientalistas, e nós não temos sequer o direito de estudar as nossas reservas de petróleo”, retrucou o senador diante das críticas de ambientalistas e internacionais à iniciativa da Petrobras.

Na sua opinião, os impactos ambientais dessa possível exploração de petróleo na região da foz do Amazonas precisam ser analisados sob os aspectos sociais, ambientais e econômicos. Ele defendeu a modernização da legislação ambiental brasileira, sob pena de o país virar um “santuário” e não analisar sequer a sustentabilidade de projetos de desenvolvimento para região.

Assim sendo, quero aqui manifestar publicamente nosso apoio esse projeto. Que seja feito de forma racional, com as melhores práticas tecnológicas, compensações sociais e ambientais, com toda a responsabilidade. Eu creio que temos tecnologia para isso, a Petrobras tem tecnologia para isso e temos responsabilidade para fazê-lo de forma correta. Viver na Amazônia não é estar destinado a viver na fome, no atraso e no abandono”, concluiu.

Silvinita, Potássio e Gás Natural

O senador cobrou também uma saída para a exploração de outras reservas minerais estratégicas na Amazônia, como a de silvinita, a segunda maior do país, e a de potássio. Ele destacou ainda a possibilidade de o país garantir a ureia a partir do gás natural, mas para isso seria necessário o governo ter uma estratégia de desenvolvimento para esse mercado.

Se o governo não estabelecer essas estratégicas, não conseguiremos criar o mercado. Portanto, se criarmos a estratégica de estimular a indústria da ureia, vamos ter de criar um mercado de quase 3 milhões de metros cúbicos de gás para a implantação de uma planta de ureia. E assim vamos começar a criar os mercados para o gás natural. E isso depende da política estabelecida pelo Ministério das Minas e Energia”, cobrou.

Para que o país efetivamente consiga fazer a transição de sua matriz energética, Eduardo Braga considera fundamental que o governo tenha coragem de fazer a discussão de uma nova legislação brasileira para licenciamento de projetos estratégicos para o país e avalia a criação de um ‘funding’ (fundo de financiamento), com taxas de juros adequadas, que viabilize a implantação de projetos de infraestrutura necessários para o crescimento do país.

Nós não faremos a transição da matriz energética e não conseguiremos romper o ciclo de reinjeção do gás natural se não tivermos uma malha de gasoduto implantada no país”, observou.

Gasodutos

O senador citou a Medida Provisória 1147/22, que altera a Lei 14.148/21 que instituiu o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e pode abrir uma janela para termos uma taxa de juros subsidiadas para inovação tecnológica. A MP está na ordem do dia desta quarta-feira (24) e tem um artigo que destina 1,5% do capital do BNDES, com taxa de TJLP, sob regulamentação do Conselho Monetário Nacional, que poderá a qualquer tempo aumentar a participação desse capital para a inovação tecnológica.

Nós do MDB somos contra? Não. Mas entendemos que inovação tecnológica não é a única infraestrutura necessária para o desenvolvimento do país. É necessário ter uma infraestrutura para o escoamento do gás natural se quisermos efetivamente avançar”, defendeu.

Segundo o senador, só assim o Brasil terá uma nova matriz energética para o gás natural. “Nós temos o gás, o mais difícil, mas nós não estamos sendo capazes de criar novos mercados por não estabelecermos nem a infraestrutura e nem as políticas públicas de demanda para essa infraestrutura”, acrescentou.

Por fim, Eduardo Braga comemorou o início da construção da linha de transmissão que finalmente ligará Boa Vista ao sistema elétrico nacional. Até bem pouco tempo, lembrou, Roraima vinha queimando óleo diesel e mais recentemente gás natural, transportado de forma liquefeita em 120 carretas, para gerar energia no estado.

Toffoli deixa relatoria do caso Master após STF rejeitar suspeição

Por Cleber Lourenço Em reunião reservada iniciada às 16h30 desta quarta-feira (12), ministros...

Alckmin critica quebra de patentes de canetas emagrecedoras

Os projetos em tramitação...

Com mais temporários do que efetivos, rede estadual de SP deixa 40 mil professores sem aulas

Por Caroline Oliveira – Brasil de Fato  Aproximadamente 40 mil professores da rede...
-Patrocinador-spot_img

Amazonas Repórter

Tudo

Rentável, cultivo de pitaya passa por expansão entre produtores e agricultores do Amazonas

Fruta-do-dragão, que pertence à família Cactaceae, costuma ter toda sua safra comercializada por seus produtores diretamente para grandes compradores

Amazonas aprova lei que muda o nome da castanha-do-Pará para castanha-da-Amazônia – Política – CartaCapital

A Assembleia Legislativa do Amazonas aprovou um projeto de lei que altera a denominação da castanha-do-Pará para castanha-da-Amazônia no estado. Autor da proposta, o...