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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Brasil cria 85 mil vagas formais em outubro


O mercado de trabalho brasileiro abriu 85.147 vagas formais em outubro, segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira (27).

O saldo — resultado de 2,27 milhões de admissões e 2,18 milhões de desligamentos — ficou bem abaixo da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam a criação de cerca de 105 mil postos.

O desempenho representa uma queda de 35% em relação ao mesmo mês de 2023, quando foram criados aproximadamente 131,6 mil empregos com carteira assinada.

O saldo no mês foi mais positivo para mulheres (65.913) do que para homens (19.234). Elas apresentaram maior número de contratos nos setores de serviços (52.003, ante 30.433 dos homens).

Jovens de 18 a 24 anos representaram 80.365 das contratações e os adolescentes até 17 anos 23.586, totalizando assim 122% dos novos postos de trabalho.

Desde a implementação do novo modelo do Caged, em 2020, este é o pior resultado para um mês de outubro.

Os dados sinalizam arrefecimento da economia do país, diante de uma taxa básica de juros (Selic) de 15% ao ano, que traz impacto no crédito e investimentos de empresas, além de aumento da dívida pública.

Serviços puxam saldo, enquanto indústria e agro recuam

A abertura de vagas no mês foi sustentada principalmente pelo setor de serviços, responsável por 82 mil novos postos, seguido pelo comércio, que criou 25,6 mil empregos. Já construção (-2,9 mil), agropecuária (-9,9 mil) e indústria (-10 mil) registraram saldos negativos.

No campo, as demissões se concentraram nos segmentos de cultivo de alho, cana-de-açúcar e laranja, enquanto na indústria o destaque negativo foi a fabricação de açúcar bruto.

Entre as unidades da federação, 21 dos 27 estados tiveram saldo positivo. Os maiores avanços ocorreram em São Paulo (18,4 mil), Distrito Federal (15,4 mil) e Pernambuco (10,6 mil). Na ponta oposta, Minas Gerais registrou 4,8 mil demissões líquidas, seguido por Goiás, com 2,3 mil.

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o país somou 1,8 milhão de empregos criados.

O salário médio de admissão em outubro foi de R$ 2.304,31, com 67,7% dos postos considerados típicos e 32,3% classificados como não típicos.





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