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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Brasil cria 85,8 mil vagas formais em novembro


O Brasil criou 85.864 empregos formais em novembro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (30). O resultado representa uma queda de 19,1% em relação a novembro do ano passado, quando foram gerados 106.133 postos de trabalho.

O saldo decorreu de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos no período.

Apenas dois dos cinco grandes grupamentos econômicos registraram saldo positivo no mês:

  • Comércio: alta de 0,7%
  • Serviços: crescimento de 0,3%

Os demais setores apresentaram fechamento líquido de vagas:

  • Agropecuária: perda de 16.566 postos (-0,8%)
  • Construção: recuo de 0,7%
  • Indústria: queda de 0,2%

Diferentemente de 2024, quando mais setores sustentaram o resultado mensal, as perdas concentradas nesses três grupamentos reduziram o ritmo de criação de empregos em 2025, impactando a comparação anual.

Distribuição regional do emprego

21 unidades da federação registraram saldo positivo de vagas em novembro.

Os maiores destaques foram:

  • São Paulo: +31.104 postos
  • Rio de Janeiro: +19.961 vagas
  • Pernambuco: +8.996 empregos

Já os piores desempenhos ocorreram em:

  • Minas Gerais: -8.740 postos
  • Goiás: -8.413 vagas
  • Mato Grosso: -5.802 empregos

Acumulado do ano mantém resultado robusto

Entre janeiro e novembro, o país criou 1.895.130 empregos formais, mantendo saldo positivo no acumulado do ano. Todos os grupamentos econômicos registraram crescimento no período.

O estoque total de vínculos formais alcançou 49.090.182 vagas. Desse total, 5.381.390 vínculos são considerados não típicos, incluindo:

  • aprendizes,
  • trabalhadores intermitentes e temporários,
  • contratados via CAEPF,
  • empregados com jornada de até 30 horas semanais.

Segundo o MTE, o resultado anual reflete a predominância de meses positivos, que compensaram oscilações pontuais, como a desaceleração observada em novembro.

Perspectivas para 2026 e papel dos juros

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, avalia que 2026 tende a ser um ano positivo para o mercado de trabalho, apesar das incertezas econômicas e políticas.

Sem apresentar projeções numéricas, o ministro afirmou que o desempenho de 2025 é “muito positivo” sob a ótica do emprego formal.

Marinho destacou que a desaceleração ao longo de 2025 já era esperada desde maio, apontando os juros elevados como fator central. Com uma política monetária mais restritiva, em que a taxa básica de juros (Selic) está em 15% ano ano, as empresas investem menos.

Segundo ele, a política monetária impõe “remédios amargos” à economia:

  • juros altos encarecem o crédito,
  • inibem investimentos,
  • reduzem a capacidade de geração de empregos.

O ministro ressaltou que a prioridade do governo é promover um mercado de trabalho mais equilibrado, com foco em empregos formais e de qualidade.

Destacou ainda que decisões de investimento consideram fatores como:

  • inflação e juros,
  • segurança pública,
  • educação e saúde,
  • preservação ambiental.

Para Marinho, a redução dos juros é decisiva para sustentar investimentos, produtividade e competitividade da economia brasileira.

Caged x Pnad Contínua

O Caged e a Pnad Contínua têm metodologias diferentes para calcular dados do mercado de trabalho brasileiro. Enquanto o primeiro faz uma radiografia dos empregos criados com carteira de trabalho, a Pnad, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dá um panorama geral do mercado de trabalho, incluindo formais e informais, além de dados da renda.

Hoje, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego ficou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro, a menor da série histórica desde 2012.

 





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