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Brasileira é premiada na Suíça por desenvolver sistema com IA que auxilia em casos câncer


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A estudante de engenharia da computação Patrícia Honorato Moreira, de 25 anos, recebeu o prêmio de melhor pesquisa de graduação durante a Conferência Internacional de Computação Científica (PASC), realizada na Suíça. Sua pesquisa desenvolve um sistema que usa IA para identificar o risco de recidiva em pacientes que tiveram câncer de mama.

A conferência aconteceu entre os dias 16 e 18 de junho. Ao ser contemplada, Patrícia recebeu 500 dólares e um convite para apresentar a pesquisa nos Estados Unidos. “Possivelmente, eu vou ter interação com os ganhadores do Turing Award deste ano, que é o Nobel da computação”, disse a estudante.

Em seu estudo, desenvolvido no Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp), Patrícia constrói uma plataforma para médicos que permite, por meio da análise de dados de hemograma de pacientes, prever o retorno do câncer de mama. O programa deve ser implementado no SUS dentro de um ano, quando será testado pelos médicos do Icesp em tempo real. A estudante acredita que sua plataforma possa ajudar o dia a dia dos médicos oncologistas.

No fim do mês de junho, Patrícia ainda esteve presente em outra conferência da ACM (Association for Computing Machinery), na Grécia, a FAccT, sobre ética em inteligência artificial e computação.

Brasileira premiada

brasileira

Patricia Honorato Moreira (Foto: Reprodução)

Desenvolvendo a pesquisa desde 2022, Patrícia conta que seu interesse pela área médica vem desde 2016, quando seu avô morreu devido a uma ineficiência na assistência pública.

“É preciso melhorar o sistema de saúde, porque ele é bom em certos aspectos e, em outros, não, e são muitas pessoas que precisam” , acredita a estudante.

A jovem pretende realizar pós-graduação no exterior. Durante suas viagens, ela conheceu professores de faculdades internacionais que se interessaram pelo trabalho dela e pelo conhecimento que ela desenvolveu na área da medicina com o uso da computação: “Eles viram que, realmente, tenho amor pelo que eu faço, e dá para ver que gosto de fazer pesquisa nessa área, ajudando pacientes, médicos e hospitais”, disse.





Fonte: ICL Notícias

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