A cientista brasileira Mariangela Hungria conquistou o World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da alimentação”, por seu trabalho pioneiro na utilização de bactérias fixadoras de nitrogênio que reduzem ou eliminam o uso de fertilizantes químicos na agricultura. A premiação, no valor de 500 mil dólares, foi anunciada em cerimônia realizada em Des Moines, Iowa (EUA).
Pesquisadora da Embrapa Soja há mais de 30 anos, Mariangela liderou estudos que revolucionaram o cultivo da soja no Brasil, permitindo que os produtores economizassem bilhões de reais ao ano e reduzissem os impactos ambientais da produção em larga escala. A tecnologia também foi replicada em cultivos de milho, feijão e cana-de-açúcar.
“Esse prêmio não é só meu, é de todos os agricultores que acreditam na ciência e em práticas sustentáveis”, declarou Mariangela. A inovação é considerada essencial para a segurança alimentar global, especialmente diante do aumento da demanda por alimentos e da escassez de insumos químicos.
A conquista representa mais um marco positivo para o Brasil, que se consolida como referência internacional em produção agrícola de baixo impacto ambiental.




