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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Câmara aprova 6ª versão do relatório de Derrite com críticas de parlamentares


A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), o texto-base do Projeto de Lei Antifacção. A proposta, enviada pelo governo federal em outubro, passou por seis versões apresentadas pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), e foi aprovada por 370 votos a favor, 110 contrários e 3 abstenções.

O projeto buscava modernizar o arcabouço jurídico para o enfrentamento ao crime organizado. Durante a tramitação, porém, o relator optou por transformar o texto em uma nova lei voltada para organizações criminosas consideradas ultraviolentas, alterando a abordagem inicial.

A decisão incomodou o governo, que criticou a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) de dar um projeto de autoria do governo para o secretário de segurança de São Paulo, do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), e que deixou o cargo apenas para fazer a relatoria.

A sessão foi marcada por divergências sobre o conteúdo final do texto. Parte dos parlamentares defendia a retomada integral da proposta enviada pelo Executivo, enquanto outros elogiaram o endurecimento da legislação contra o crime organizado.

Além de endurecer penas, o texto cria novos crimes, amplia poderes de investigação e determina regras especiais para líderes de organizações criminosas.

Câmara

O texto aprovado cria novos tipos penais, como o crime de Domínio Social Estruturado, com penas que variam de 20 a 40 anos para integrantes de facções ultraviolentas, milícias ou grupos paramilitares.

Esse crime abrange situações como impor controle territorial por meio de violência, restringir a circulação de pessoas e atacar serviços essenciais. As penas podem aumentar em casos de liderança, uso de tecnologias avançadas ou recrutamento de menores.

Após a votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Legislativo entregou “uma resposta dura contra os criminosos”.

O projeto também cria o crime de Favorecimento ao Domínio Social Estruturado, com pena de 12 a 20 anos, destinado a punir quem fornece apoio às organizações criminosas, como abrigo, armas, informações ou incentivo. Ambos os crimes são classificados como hediondos.

Câmara aprova 6º relatório de Derrite

O deputado Guilherme Derrite apresentou, no início da noite, o sexto texto do PL Antifacção, aprofundando o clima de improviso que marca a tramitação da proposta.

A nova redação chegou aos parlamentares minutos antes da reunião decisiva, repetindo a dinâmica das últimas semanas: versões sucessivas, falta de discussão técnica e pressão para votar um texto que muda a legislação penal brasileira sem debate adequado.

Pela manhã, Derrite recusou-se a participar de uma reunião solicitada pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que buscavam discutir ajustes considerados essenciais para corrigir problemas previamente apontados pelo governo.

A recusa aumentou o desgaste com o Palácio do Planalto, que avalia que o relator perdeu o controle político e técnico da proposta.





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