Câmara cassa Chiquinho Brazão, mas manobra mantém direitos políticos do deputado


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O mandato do deputado Chiquinho Brazão foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (24). Brazão está preso desde março de 2024 por suspeita de ser um dos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

A decisão foi individual do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), sem provocação de partidos – e com o apoio do restante da Mesa Diretora, segundo informações da assessoria da Câmara dos Deputados. Dentre os sete membros titulares, apenas o 2º vice-presidente da Câmara, Elmar Nascimento (União-BA), não assinou o ato.

Uma manobra, no entanto, justificou a cassação do deputado “por conta do número de ausências” e assim os direitos políticos dele são mantidos. As regras para a perda do mandato são descritas na Constituição Federal, que prevê várias hipóteses – quebra de decoro parlamentar, ausências acima do permitido, suspensão dos direitos políticos ou condenação criminal definitiva, por exemplo.

Brazão pode recorrer à Justiça para tentar reverter a decisão da Mesa Diretora, uma vez que a Constituição não prevê recursos no próprio Congresso.

Mesa Diretora da Câmara declara perda do mandato de Chiquinho Brazão

Mesa Diretora da Câmara declara perda do mandato de Chiquinho Brazão — Foto: Câmara dos Deputados/Reprodução

Chiquinho Brazão e os privilégios

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) se manifestou nas redes sociais lamentando que a cassação não tenha ocorrido por meio da deliberação do plenário. “Claramente com objetivo de preservar os direitos políticos daquele que possivelmente mandou executar Marielle e Anderson para que ele não fique inelegível. E também para preservar seus aliados deputados em plenário para que não coloquem suas digitais na cassação”, escreveu.

 

O artigo 55 da Constituição Federal foi o que baseou a decisão sobre o mandato de Brazão. É esse o artigo que prevê a perda do mandato para o parlamentar que “deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada”.

Um processo para cassar o mandato de Chiquinho Brazão por quebra de decoro parlamentar chegou a ser aprovado pelo Conselho de Ética da Câmara, mas ainda não tinha sido levado à votação em plenário.

Com a decisão atual da Mesa Diretora, o processo do Conselho de Ética deve ser arquivado – e perde “o objeto”, ou seja, a razão de existir.





Fonte: ICL Notícias

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