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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Campos Neto teria ignorado alertas sobre crescimento acelerado do Banco Master


A liquidação do Banco Master, anunciada nesta semana em meio a suspeitas de fraude, trouxe à tona uma série de alertas que o Banco Central (BC) teria recebido ao longo da gestão de Roberto Campos Neto. Segundo fontes do setor ouvidas pela agência Bloomberg, a instituição financeira vinha crescendo em velocidade incomum enquanto acumulava ativos considerados de difícil avaliação — um sinal que preocupava especialistas e grandes bancos.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por proteger os investidores em caso de quebra bancária, teria enviado diversos avisos ao BC. Além disso, executivos de grandes instituições financeiras — que ajudam a financiar o próprio FGC — também procuraram a autoridade monetária para demonstrar inquietação com o avanço do Master.

De acordo com pessoas ligadas ao setor, alguns desses alertas chegaram diretamente ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que teria prometido dar atenção ao caso. Campos Neto saiu do comando da instituição em janeiro e hoje integra o conselho do Nubank. Seu sucessor, Gabriel Galípolo, agora tem a missão de conduzir o processo de liquidação.

Liquidação bilionária do Banco Master e impacto no sistema

A liquidação do Banco Master envolverá o pagamento de até R$ 41 bilhões a aproximadamente 1,6 milhão de credores — o maior valor já enfrentado pelo FGC. Fontes afirmam que, dependendo do desdobramento do processo, esse montante pode chegar a R$ 55 bilhões caso outros bancos menores relacionados ao caso também tenham operações comprometidas.

O FGC possui atualmente cerca de R$ 160 bilhões em patrimônio e R$ 122 bilhões em liquidez, mas deverá ser recapitalizado no início de 2026. Os grandes bancos, principais contribuidores do fundo, terão de adiantar aportes futuros, o que deve ocorrer ao longo dos próximos anos.

Para investidores, a garantia permanece: o FGC cobre até R$ 250 mil por CPF, com limite de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

As acusações contra o Banco Master e a prisão de Vorcaro

O colapso do Master culminou na prisão do CEO e controlador, Daniel Vorcaro, detido pela Polícia Federal ao tentar deixar o país em um avião particular. A investigação aponta falsificação de instrumentos de crédito e outras práticas irregulares. Segundo autoridades, parte significativa dos ativos do banco estava concentrada em fundos ilíquidos — o que aumentava o risco das operações.

Mesmo assim, o Master conseguiu atrair milhares de investidores com produtos financeiros que ofereciam rentabilidade acima da média, sustentados justamente pela garantia do FGC.

A situação começou a se deteriorar em 2023, após mudanças nas normas do FGC que limitaram o uso das garantias. No ano seguinte, o banco passou a ser alvo de investigação que envolvia a venda de carteiras de crédito para o Banco de Brasília (BRB).

Em março de 2025, o BRB chegou a anunciar a compra do Master, mas a operação gerou forte reação no mercado por ser vista como um possível resgate indireto. O Banco Central acabou barrando o negócio meses depois.

O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo e deixou o país. O Conselho de Administração do banco público determinou a contratação de uma auditoria independente para revisar operações citadas pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero





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