Por Amazonas Repórter — 03/03/2026
O conflito no Oriente Médio chegou ao seu terceiro dia com uma escalada significativa após o Irã lançar drones contra a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita, em Ras Tanura, segundo relatos de agências internacionais. A ofensiva faz parte de uma série de ataques em toda a região após o início dos confrontos que marcaram uma nova fase de tensão entre Teerã, os Estados Unidos e Israel.
A refinaria da Saudi Aramco em Ras Tanura, um dos complexos petrolíferos mais importantes do mundo, foi atingida por destroços de drones que sobrevoaram a região. Autoridades sauditas confirmaram que algumas operações foram interrompidas como medida de precaução, embora as autoridades garantam que o impacto imediato sobre o abastecimento doméstico foi limitado.
Além do ataque à refinaria, drones iranianos também atingiram a embaixada dos Estados Unidos em Riyadh, provocando um incêndio, e mísseis foram relatados em outros países do Golfo, enquanto as hostilidades continuam a se expandir.
Tensão regional e impacto nas rotas de energia
A ofensiva iraniana ocorre em meio à intensa reação militar contra alvos estratégicos no Oriente Médio, que se acentuou desde a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em ataques dos EUA e Israel no último fim de semana.
Países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) — como Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita — têm condenado veementemente o que chamam de “agressão iraniana”, acusando Teerã de violar a soberania regional e ameaçar a estabilidade do Oriente Médio.
Especialistas alertam que ataques a infraestruturas energéticas e rotas marítimas, como o Estreito de Ormuz, podem ter repercussões imediatas nos mercados globais de energia, com potencial de aumentar ainda mais os preços do petróleo e do gás natural.
Confrontos se espalham e crise se aprofunda
O conflito já se estende além da Arábia Saudita:
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Qatar afirmou ter derrubado caças e interceptado mísseis e drones, suspendendo temporariamente parte de sua produção de gás natural liquefeito.
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Grupos aliados do Irã, como o Hezbollah no Líbano, intensificaram seus ataques contra Israel, o que resultou em retaliações aéreas contra posições no sul de Beirute.
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Autoridades de países vizinhos relatam interceptações de mísseis balísticos e drones, além de impactos em infraestrutura civil e militar.
O cenário permanece altamente volátil, com potências estrangeiras evacuando cidadãos e a comunidade internacional pedindo uma desescalada imediata das hostilidades. O conflito, que começou com uma ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã, ameaça transformar-se em uma crise prolongada com graves implicações para a segurança global e os mercados energéticos.




