Uma iniciativa inovadora no Rio de Janeiro tem conquistado reconhecimento internacional ao utilizar a capoeira como forma de terapia para pessoas diagnosticadas com Parkinson. O projeto, chamado “Parkinson na Ginga”, oferece aulas semanais para pacientes que buscam melhorar o equilíbrio, a coordenação motora e o bem-estar emocional através da tradicional arte-marcial afro-brasileira.
A ideia partiu da fisioterapeuta e mestra em reabilitação neurológica, Carla Monteiro, que desenvolveu uma metodologia adaptada com base nos movimentos da capoeira. As aulas combinam musicalidade, ginga, movimentos de solo e rodas simbólicas, promovendo não só ganhos físicos, mas também sociais e culturais.
“Antes, eu caía com frequência. Agora, tenho mais segurança nos meus passos”, relata Nilma Teles, 80 anos, uma das participantes do projeto. A iniciativa ganhou espaço em centros de saúde da zona norte da capital e já recebeu apoio da Organização Mundial da Saúde como exemplo de terapia integrativa.
A capoeira, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, agora também é símbolo de esperança e inclusão no tratamento de doenças neurodegenerativas.




