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Carnaval de 2026 deve gerar faturamento recorde e consolidar retomada do turismo


Estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para o carnaval de 2026 projeta uma movimentação financeira recorde de R$ 14,48 bilhões, conforme levantamento publicado na quarta-feira (21). Caso confirmada, a cifra representará um crescimento real de 3,8% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação.

O desempenho reforça a trajetória de recuperação e expansão do setor: atualmente, o faturamento do turismo brasileiro está 13% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19.

O cenário favorável combina entrada recorde de turistas estrangeiros, desaceleração dos preços de serviços essenciais e expectativa de 39,2 mil vagas temporárias criadas para o período.

Durante o feriadão, o principal motor econômico será o segmento de bares e restaurantes, com faturamento estimado em R$ 5,77 bilhões. Em seguida, aparecem os transportes rodoviário e aéreo, que devem movimentar R$ 3,73 bilhões, e os serviços de hospedagem, com previsão de R$ 1,44 bilhão.

Juntos, esses três segmentos concentram mais de 74% da receita total gerada durante o carnaval, evidenciando o peso do consumo imediato e da mobilidade na dinâmica econômica do período.

“Além de uma riquíssima celebração cultural, o carnaval é um combustível para que comércio e turismo encerrem a alta temporada de verão e iniciem o ano com bons resultados”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Segundo ele, o evento também fortalece a imagem do Brasil como destino internacional, movimento comprovado pelo recorde de turistas estrangeiros recebido em 2025.

Turistas estrangeiros e preços mais comportados

Um dos pilares da projeção da CNC é a chegada recorde de visitantes internacionais. Para fevereiro de 2026, estima-se o ingresso de 1,42 milhão de turistas estrangeiros, alta de 4% em relação ao carnaval anterior.

O avanço reflete o desempenho observado ao longo de 2025, quando o país recebeu 9,3 milhões de visitantes entre janeiro e outubro, crescimento de 37,1% frente a 2024. O fluxo foi liderado por turistas da Argentina, Chile e Estados Unidos.

No mercado interno, o consumo é favorecido por uma dinâmica de preços mais moderada. Entre janeiro e novembro de 2025, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) desacelerou de 4,9% para 4,5%, contribuindo para ampliar o poder de compra das famílias no início do ano.

“Pleno emprego, melhora relativa da renda e a presença crescente de estrangeiros com moeda valorizada criam um ambiente favorável para o recorde de faturamento no carnaval”, avalia o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

Empregos temporários crescem

A demanda sazonal do carnaval deve resultar na abertura de 39,2 mil vagas temporárias. O segmento de alimentação fora do lar lidera as contratações, com 27,9 mil postos, seguido pelos transportes (4,3 mil) e pela hotelaria (4,1 mil).

Apesar do aumento no número de vagas, a CNC projeta uma taxa de efetivação de 11%, abaixo dos 16% registrados em 2025. O movimento indica uma estabilização do setor após o ciclo de recomposição de empregos perdido durante a pandemia, quando a taxa chegou a 24% em 2021 e 2022.

Verão impulsiona turismo nacional

O bom desempenho do carnaval se insere em um contexto mais amplo de forte expansão da alta temporada de verão 2025/2026. A CNC estima que o setor turístico movimentará R$ 218,77 bilhões entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, crescimento de 3,7% na comparação anual.

O período deve responder por cerca de 44% de toda a receita anual do turismo nacional, consolidando-se como a maior temporada de verão da história em volume de negócios. O impacto no mercado de trabalho também é expressivo, com previsão de 87,6 mil vagas temporárias, o maior volume desde o verão de 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil.

“As diversidades geográficas e culturais fazem do Brasil um destino completo, mas ainda é necessário avançar na malha aérea, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, com sustentabilidade e visão de longo prazo”, destaca Tadros.

Mais estrangeiros e transporte mais acessível

Dados da CNC e da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) mostram que, entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil recebeu 7,68 milhões de turistas estrangeiros. Argentinos lideram o ranking, com 2,94 milhões de visitantes, seguidos por chilenos (662 mil) e norte-americanos (614 mil), que juntos respondem por 55% do total.

Os gastos desses turistas alcançaram US$ 6,04 bilhões até setembro, alta de 11,7% em relação a 2024. Paralelamente, a desaceleração dos preços contribuiu para a expansão da demanda interna: as passagens aéreas recuaram 14,4% e as rodoviárias interestaduais, 1,8%, segundo o IPCA.

O resultado foi um recorde de 96,2 milhões de passageiros transportados nos primeiros nove meses de 2025, superando o pico histórico de 2015.

Após a queda de 36,7% registrada em 2020, o turismo brasileiro conseguiu recuperar integralmente suas perdas de receita em dezembro de 2022. Desde então, o setor mantém uma trajetória consistente de crescimento, agora sustentada por demanda externa, consumo interno e maior previsibilidade econômica.

 





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