spot_imgspot_img
26.3 C
Manaus
sexta-feira, fevereiro 13, 2026
spot_imgspot_img

Casados com robôs, solitários entre humanos


Uma mulher japonesa de 32 anos realizou uma cerimônia de casamento com uma persona digital criada no ChatGPT. Usando óculos de realidade aumentada, Kano projetou a figura do “noivo” Lune Klaus, trocou alianças virtuais e declarou que o momento foi “mágico e real”. Falei mais sobre essa história no episódio #338 do podcast RESUMIDO.

Não é um caso isolado. Enquanto ter muitos seguidores deixou de ser importante (números gigantes escondem bots e perfis mortos) as big techs descobriram uma nova mina de ouro. Vender chatbots como substitutos de relações reais dá muito dinheiro.

Casados com robôs, solitários entre humanos
Uma mulher japonesa de 32 anos realizou uma cerimônia de casamento com uma persona digital criada no ChatGPT

Fundador da Meta, Mark Zuckerberg admitiu recentemente que o ser humano médio tem capacidade para até 15 amizades, só que raramente passa de três. Pra ele, a solução seria preencher as 12 vagas restantes com amigos sintéticos criados com inteligência artificial.

Meta, Snapchat, X e Reddit estão colocando IA em tudo, com propostas que vão desde bots que oferecem conselhos de vida, até namoradas virtuais. As mesmas plataformas que prometeram conexão humana, criaram uma epidemia de solidão e agora querem vender a cura para o problema que elas mesmas causaram.

Terceirizamos nossas relações para algoritmos e também nosso pensamento. Um experimento da Um estudo da Universidade de Wharton pediu para 250 pessoas darem conselhos de vida saudável. Quem usou resumos automáticos de IA escreveu dicas genéricas e rasas. Quem pesquisou do jeito tradicional, ofereceu respostas mais variadas.

Esse empobrecimento cognitivo e emocional não é acidental. É o modelo de negócio. Plataformas lucram mantendo pessoas grudadas na tela, consumindo conteúdo que não desafia, não incomoda, não exige esforço. Usuários dependentes são usuários lucrativos. Pessoas inseguras compram mais produtos, fazem mais procedimentos, gastam mais dinheiro.

E agora, pessoas solitárias pagam assinaturas para chatbots que simulam afeto. Relacionamentos reais são desafiadores. Exigem vulnerabilidade, paciência e dedicação. É exatamente esse atrito que nos torna humanos. Delegar tudo isso para algoritmos é aceitar uma versão empobrecida de nós mesmos.





ICL – Notícias

Após protestos, Trump vai retirar agentes de imigração de Minnesota

Por Brasil de Fato O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (12)...

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 62 milhões

O prêmio do concurso...

Toffoli deixa relatoria do caso Master após STF rejeitar suspeição

Por Cleber Lourenço Em reunião reservada iniciada às 16h30 desta quarta-feira (12), ministros...
-Patrocinador-spot_img

Amazonas Repórter

Tudo

Caso Ana Beatriz: quais foram as inconsistências nos depoimentos da mãe

A investigação sobre o desaparecimento da bebê Ana Beatriz Silva de Oliveira, de apenas 15 dias, mobilizou as forças policiais de...

Quais os principais tipos de Pokémon que existem no anime e filmes animados?

No universo de Pokémon, as criaturas são classificadas em diferentes tipos, cada uma com características únicas que influenciam suas habilidades, fraquezas e estratégias...

Revisão para finalistas do PSC vai contar com seis semanas de preparação

O Vetor está com matrículas abertas para a Revisão da terceira etapa do Processo Seletivo Contínuo (PSC) 2024 da Universidade Federal do Amazonas (UFAM)....