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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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“Caso Master é mais importante que tornozeleira do Bolsonaro”, diz Eduardo Moreira


O economista e fundador do ICL (Instituto Conhecimento Liberta), Eduardo Moreira, comentou a artimanha da extrema direita de dizer que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é uma “cortina de fumaça” para esconder o escândalo envolvendo o Banco Master. “Temos que entender quais são os problemas verdadeiros deste país e ocupar o tempo da imprensa das nossas análises com esses verdadeiros problemas do país e colocar o dedo na ferida”, afirmou Moreira no ICL Notícias 1ª edição desta segunda-feira (24).

“Isso não foi cortina de fumaça gerada para esconder escândalo do Master, porque ninguém foi à casa do Bolsonaro tentar desmanchar a tornozeleira. Mas vou dar razão a bolsonaristas no que pode acontecer, dado que Bolsonaro tentou arrebentar a tornozeleira e isso pode sim virar cortina de fumaça para escândalo do Master… hoje dá mais audiência falar da prisão do Bolsonaro do que banco Master. Mas o caso Master é 10 vezes mais importante do que a tornozeleira do Bolsonaro”, comparou.

Ele ainda criticou a estratégia de alguns envolvidos no esquema. “Os donos do Banco Master e toda a equipe que ainda não foi pega estão celebrando isso que aconteceu com o Bolsonaro, porque o negócio estava vindo numa crescente, esse negócio do Banco Master estava vindo em um tsunami estourando na cabeça dessa galera (…) Se eu tivesse escrevendo um roteiro de filme de ficção, eu teria colocado essa turma do Banco Master mandando o Bolsonaro fazer o negócio da tornozeleira, como governadores que estão na mira, como Ibaneis Rocha [Distrito Federal] e Cláudio Castro [Rio de Janeiro].”

Banco Master: avanços das investigações e gravidade do caso

Segundo Moreira, a liquidação do Banco Master pelo Banco Central não foi apenas uma medida administrativa. Ele detalhou as irregularidades detectadas.

“O Banco Central decretou a liquidação porque encontrou infração grave, falta de lastro para os títulos emitidos, falsificação contábil, manipulação de carteira de crédito, e indício de fraude deliberada.”

O economista destacou ainda a participação de outras instituições. “O envolvimento de outras instituições também é cada vez mais o ponto explosivo. (…) Só no BRB [Banco Regional de Brasília], as investigações até agora mostram que o BRB comprou quase R$ 17 bilhões de ativos do Master, muitos sem lastro ou o que a gente chama de ativos pobres. Essa quantidade é um terço de quase todos os ativos do BRB.”

Moreira apontou indícios de envolvimento de executivos do BRB. “Os documentos que a Justiça está reunindo mostram que eles facilitaram, participaram ou ignoraram. Isso é um ponto-chave para a gente entender o seguinte: se facilitaram é porque alguém pagou para facilitar. Se ignoraram é porque alguém fez vista grossa sobre quem foi que comprou? Quem foi que pagou? Quem foi que se beneficiou?”, questionou.

Impactos no sistema financeiro

Moreira alertou sobre os efeitos do escândalo no sistema financeiro e criticou a ideia de “salvar o sistema com dinheiro público”.

“Não podemos salvar ele [Banco Master] com dinheiro do governo (…) Isso tem que ser pago com terras desses caras, com iate, avião, sequestrar os bens dessa turma toda, ir atrás dos laranjas, ir atrás de cooperação internacional para apurar os ativos que estão fora do país, para repatriar esses ativos.”

Ele questionou ainda a fiscalização do setor financeiro e enfatizou a importância do caso. “Vocês acham que a gente deu a maior sorte e pegou o único banco que faz isso? Ou será que isso não é uma prática em diferentes graus, em diferentes níveis de acordo com os bancos? (…) Por isso temos que mergulhar fundo nessa operação porque essa é a operação mais séria que a gente já anunciou em toda a história do ICL.”

Veja o comentário completo de Eduardo Moreira no vídeo abaixo:





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