O novo relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, convocou, para tarde desta sexta-feira (13), uma reunião com os delegados da Polícia Federal que atuam nas investigações sobre fraudes financeiras do banco de Daniel Vorcaro. O objetivo do ministro é ter um panorama geral da investigação, um balanço do que já foi feito e dos próximos passos.
O encontro acontece um dia depois de Mendonça assumir a relatoria do inquérito da Suprema Corte sobre o banco de Daniel Vorcaro. Mendonça substitui o ministro Dias Toffoli, após a divulgação de notícias de um suposto elo do ministro com investigados do caso Master. A ligação seria a empresa Maridt Participações, da qual Toffoli admitiu integrar o quadro societário.
Segundo Toffoli, a Maridt Participações é uma empresa familiar dirigida pelos irmãos do magistrado. A Maridt fez negócios com um fundo gerido pela empresa Reag, ligada ao Banco Master. A relação entre a Maridt e a Reag tem como ponto chave o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A empresa da família Toffoli era uma das donas do empreendimento até fevereiro do ano passado.

Mendonça é o novo relator do caso Master
A escolha do ministro foi feita de forma eletrônica após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso, depois de a Polícia Federal (PF) ter informado ao presidente da Corte, Edson Fachin, que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. A menção está em segredo de Justiça.
A partir de agora, os próximos passos da investigação serão comandados por Mendonça, que também é relator do inquérito que trata dos descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Toffoli, que estava à frente do caso Master desde novembro do ano passado, pediu para deixar a relatoria após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para dar ciência aos demais membros da Corte do relatório da PF.
Em nota oficial, os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli e afirmaram que não há motivos para suspeição ou impedimento do ministro.

“[Os ministros] Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e Procuradoria Geral da República”, declarou a Corte.
A nota ressalta que a saída do processo foi a pedido de Toffoli.
“Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”.
*Com Agência Brasil




