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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Cavernas na Arábia podem revelar como humanidade migrou da África


Pesquisadores examinaram rochas em cavernas da Arábia Saudita para revelar o passado do deserto Saharo-Árabe no decorrer de 8 milhões de anos e descobriram que o local já foi úmido e verde. Com esse clima, mamíferos, incluindo os hominídeos, poderiam ter ocupado a região, segundo a pesquisa.

Estudar esse período da história natural pode ser a chave para a comunidade cientifica compreender como e quando a humanidade se dispersou para fora da África e chegou a outros continentes.

“A Arábia tem sido tradicionalmente negligenciada nas dispersões entre a África e a Eurásia, mas estudos como o nosso revelam cada vez mais seu lugar central nas migrações de mamíferos e hominídeos”, disse Faisal al-Jibrin, arqueólogo saudita participante do estudo, em um comunicado.

Vista do deserto do Saara
Vista do deserto do Saara em Takarkori.
(Imagem: Archaeological Mission in the Sahara / Sapienza University of Rome)

Fósseis indicam períodos de “Arábia Verde”

Estudos anteriores sugeriram que a região foi árida por 11 milhões de anos, o que fazia das dispersões pela Península Arábica um grande desafio. No entanto, sempre houve questionamento por parte da comunidade científica acerca disso, principalmente pelos fósseis encontrados no local.

“Evidências fósseis do final do Mioceno e do Pleistoceno sugerem a presença episódica no interior do deserto saariano-árabe de fauna dependente de água (por exemplo, crocodilos, equídeos, hipopotâmides e proboscídeos) sustentada por rios e lagos que estão em grande parte ausentes da paisagem árida atual”, escreveram os pesquisadores.

Os restos mortais denotam a presença de animais e reforçam a hipótese dos períodos de uma “Arábia Verde”. Esses seriam momentos quando o clima da região era mais úmido e a vegetação se destacava, podendo prover comida e água para os seres vivos.

Um pedaço de estalagmite analisado pelos pesquisadores
Um pedaço de estalagmite analisado pelos pesquisadores. (Imagem: Dra. Monika Markowska)

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Cavernas no deserto contam história

Para investigar as hipóteses, uma equipe internacional de pesquisadores examinou minerais em cavernas da Arábia Saudita. O foco do grupo foi em estalagmites, que se formam quando a água escorre e cai no chão da caverna.

Ao analisar as rochas, o grupo encontrou evidências de intervalos úmidos e secos na história natural do lugar. Nesses momentos, animais e plantas puderam viver na região. Segundo a equipe, essa umidade era resultado das chuvas tropicais que chegavam mais ao norte nas estações de verão.

Com um clima agradável, seres humanos e outros animais puderam transitar pela região e chegar a outros locais. “Essas condições mais úmidas provavelmente facilitaram essas dispersões de mamíferos entre a África e a Eurásia, com a Arábia atuando como uma encruzilha importante para trocas biogeográficas em escala continental”, concluiu o professor Michael Petraglia, coautor da pesquisa.




Fonte: Olhar Digital

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