CEO da AtlasIntel diz que medo do TSE e de CPI inflou números de Flávio Bolsonaro


Por Tempo Real

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, fez duras críticas aos principais institutos de pesquisa do país após a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo (25). Em publicações no X, Roman afirmou que o receio de sofrer represálias judiciais e de enfrentar uma CPI das pesquisas levou os institutos a superestimarem o desempenho do candidato bolsonarista.

Segundo Roman, Quaest e Datafolha utilizaram modelos equivocados de eleitor provável, ignorando o crescimento da mobilização lulista na reta final da campanha. O executivo também reconheceu um erro da própria AtlasIntel: a coleta de dados durante cinco dias teria diluído a tendência de aproximação entre os candidatos. Segundo ele, o monitoramento mais recente da empresa apontava uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual, contra os 1,6 ponto divulgados anteriormente.

O pesquisador ainda elogiou a concorrente Futura, afirmando que ela teve mais coragem que AtlasIntel, Quaest e Datafolha juntas. Para Roman, a pressão política e judicial comprometeu a independência dos levantamentos. Ele defendeu uma profunda reforma e despolitização da Justiça brasileira, além do impeachment de ministros, mas não apresentou, nas publicações, provas de que as pressões mencionadas tenham efetivamente alterado os resultados das pesquisas.

A manifestação ocorre após uma eleição em que Lula contrariou as projeções de vitória de Flávio Bolsonaro e conquistou a reeleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário. As declarações de Roman, à frente de um dos principais institutos de pesquisa do país, reacendem a discussão sobre a precisão dos levantamentos e os efeitos da judicialização sobre a atividade dos pesquisadores.





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