spot_imgspot_img
26.3 C
Manaus
quinta-feira, fevereiro 12, 2026
spot_imgspot_img

Cientistas descobrem ‘galáxia irmã’ mais distante da Via Láctea


Sistema formado apenas um bilhão de anos após o Big Bang foi batizado de Zhúlóng, que significa “Dragão da Tocha” na mitologia chinesa

iStock-177339031-1920x1080
Disco da galáxia abrange mais de 60.000 anos-luz (Imagem: pixelparticle/iStock)

Compartilhe esta matéria

Uma análise de dados do Telescópio Espacial James Webb pode mudar o entendimento de que galáxias são pequenas, caóticas e de formato irregular. Cientistas internacionais liderados por uma equipe da Universidade de Genebra descobriram uma galáxia espiral formada apenas um bilhão de anos após o Big Bang.

Até então, acreditava-se que galáxias como a Via Láctea levariam trilhões de anos para se constituírem como tal. A descoberta publicada na Astronomy & Astrophysics oferece novos insights sobre como esses sistemas podem evoluir rapidamente no Universo primitivo.

Com seus braços espirais e grande disco de formação de estrelas, Zhúlóng se assemelha à Via Láctea (Imagem: Universidade de Genebra/Divulgação)

Sobre a descoberta

Os cientistas batizaram a galáxia de Zhúlóng, que significa “Dragão da Tocha” na mitologia chinesa. Apesar do estágio inicial, o sistema foi considerado “surpreendentemente maduro”, com uma protuberância central antiga, um grande disco de formação estelar e braços espirais.

“O que faz Zhúlóng se destacar é o quanto ele se assemelha à Via Láctea em forma, tamanho e massa estelar”, explica o Dr. Mengyuan Xiao, pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Astronomia da Faculdade de Ciências da UNIGE e principal autor do estudo.

O disco da galáxia abrange mais de 60.000 anos-luz, comparável à nossa própria galáxia, e contém mais de 100 bilhões de massas solares em estrelas. Isso levanta questões sobre como galáxias espirais massivas e bem ordenadas puderam se formar tão logo após o Big Bang.

Leia Mais:

Descoberta foi feita após análise de imagens capturadas pelo James Webb (Imagem: dima_zel/iStock)

Em busca do novo

A identificação de Zhúlóng foi possível graças a profundas análises da pesquisa PANORAMIC realizada pelo James Webb. O programa explora uma nova metodologia para capturar imagens de alta qualidade enquanto o telescópio coleta dados de outros alvos.

“Isso permite que o JWST mapeie grandes áreas do céu, o que é essencial para descobrir galáxias massivas, já que elas são incrivelmente raras”, diz a Dra. Christina Williams, astrônoma assistente no NOIRLab e pesquisadora principal do programa PANORAMIC.

Observações futuras do JWST e do Atacama Large Millimeter Array (ALMA) ajudarão a confirmar suas propriedades e revelar mais sobre seu histórico de formação.


Bruna Barone

Colaboração para o Olhar Digital

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero

Ana Luiza Figueiredo

Redator(a)

Ana Luiza Figueiredo é repórter do Olhar Digital. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi Roteirista na Blues Content, criando conteúdos para TV e internet.




Fonte: Olhar Digital

Com mais temporários do que efetivos, rede estadual de SP deixa 40 mil professores sem aulas

Por Caroline Oliveira – Brasil de Fato  Aproximadamente 40 mil professores da rede...

Justiça suspende regras de escolas cívico-militares em SP

A Justiça suspendeu liminarmente...

André Mendonça assume relatoria do caso Master após saída de Toffoli

Por André Richter –  Agência Brasil O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal...
-Patrocinador-spot_img

Amazonas Repórter

Tudo

O sujeito oculto no Caso Master

Por Cleber Lourenço Toda frase tem um sujeito, ainda que ele não apareça....

Google pode revolucionar IA com computação quântica

Tudo sobre Google Talvez você já tenha ouvido falar da computação quântica, que permite que problemas, que, em supercomputadores tradicionais, levariam anos e séculos...

Atletas do Pelci são destaque na Taça Amazonas de Jiu-jitsu Pro

Competição aconteceu na Arena Amadeu Teixeira e reuniu mais de 800 competidores