A recente operação de compra de 58% do capital do Banco Master pelo Banco Reginal de Brasília (BRB) tem gerado discussões no mercado financeiro. Em entrevista exclusiva ao CNN Money, Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central (BC), ofereceu sua perspectiva sobre a transação.
Loyola analisou o fato relevante divulgado pelo BRB e as informações subsequentes de ambas as instituições.
Ele destacou que a operação parece seguir os procedimentos padrão para fusões e aquisições, incluindo provisões através de uma empresa de auditoria independente.
Vantagens para ambas as instituições
Segundo Loyola, a operação pode ser benéfica para ambas as partes.
Para o BRB, representa uma oportunidade de acesso a operações do Master que, conforme o balanço, demonstram rentabilidade expressiva.
Já para o Master, a transação pode ampliar sua capacidade de funding, reduzindo a dependência de CDBs garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O ex-presidente do Banco Central também ressaltou potenciais benefícios para o próprio FGC: “Do ponto de vista do FGC, me parece também uma operação interessante porque tende a desconcentrar o risco que o FGC tem em alguns poucos bancos médios”, explicou.
Impacto na concorrência
Loyola reconheceu que a operação afeta a dinâmica competitiva do setor.
“É claro que mexe com a concorrência, tem sempre opositores”, afirmou.
Ele acrescentou que, baseado em sua experiência no Banco Central, é comum que outras instituições demonstrem interesse ou tentem interferir em negociações desse tipo.
Apesar das possíveis controvérsias, Loyola manteve uma visão positiva sobre a transação: “Eu acredito que a operação pode ser benéfica para todo mundo”.
No entanto, ele ressaltou que sua análise é baseada em uma visão superficial, sem adentrar na complexidade total da operação.
Fonte: CNN Brasil