O governo federal divulgou o calendário de pagamentos do Bolsa Família para o ano de 2026 nesta terça-feira (23). Assim como nos anos anteriores, os repasses serão feitos de forma escalonada, nos últimos dez dias úteis de cada mês, de acordo com o dígito final do NIS (Número de Identificação Social). Em dezembro, os pagamentos serão antecipados em razão das festividades de Natal.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o primeiro pagamento do ano está previsto para começar em 19 de janeiro de 2026, com prioridade para os beneficiários cujo NIS termina em 1.
De acordo com o MDS, as famílias com NIS final 1 recebem o benefício no primeiro dia do calendário mensal; as com final 2, no segundo dia, e assim sucessivamente, até os beneficiários com NIS final 0. O cronograma avança apenas em dias úteis (confira o calendário no fim deste texto).
“O pagamento mantém o modelo já adotado pelo programa, garantindo organização, segurança e regularidade no acesso ao benefício pelas famílias em situação de vulnerabilidade social em todo o país”, afirmou a secretária de Renda de Cidadania do MDS, Eliane Aquino.
Para conferir a data correta de pagamento, os beneficiários devem verificar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa, e consultar o calendário oficial de 2026.
Em municípios que tenham reconhecimento federal de situação de emergência ou calamidade pública, o calendário é unificado, permitindo que todos os beneficiários recebam o pagamento no primeiro dia do repasse mensal.
Como movimentar o benefício
Os valores do Bolsa Família podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, utilizados para compras com o cartão na função débito ou sacados em terminais de autoatendimento, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Não há cobrança de taxas para o saque do benefício.
O MDS reforça a importância de manter os dados do CadÚnico (Cadastro Único) atualizados. As informações devem ser revisadas sempre que houver mudanças na composição familiar, endereço, renda ou situação escolar de crianças e adolescentes. Mesmo sem alterações, a atualização deve ocorrer a cada 24 meses para evitar a suspensão do benefício.
A atualização cadastral deve ser feita pelo responsável familiar em um posto de atendimento socioassistencial, como o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), ou em unidades de atendimento do Cadastro Único.
Para continuar recebendo o Bolsa Família, as famílias também precisam cumprir as condicionalidades do programa, como a frequência escolar de crianças e adolescentes e o acompanhamento de saúde de gestantes, crianças e nutrizes, conforme as orientações do SUS (Sistema Único de Saúde).
Benefícios adicionais elevam valor do repasse
O valor mínimo do Bolsa Família é de R$ 600 por família, podendo ser ampliado conforme a composição do domicílio. Entre os adicionais, está o BVF (Benefício Variável Familiar), que garante R$ 50 para gestantes, crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos e nutrizes.
O programa também inclui o BPI (Benefício Primeira Infância), que paga um adicional de R$ 150 por criança de até seis anos incompletos, ampliando a proteção social às famílias com crianças pequenas.
Canais de informação
Em caso de dúvidas, os beneficiários podem entrar em contato com o Disque Social 121, do MDS, ou com o atendimento da Caixa pelo número 111. Também estão disponíveis os aplicativos oficiais do Bolsa Família e da Caixa, com download gratuito nas lojas virtuais.
Confira o calendário abaixo:





