A Associação Americana de Diabetes explica que o diabetes ocorre quando a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas não é suficiente para processar a glicose, o açúcar dos alimentos responsável por fornecer energia ao organismo. Quando esse metabolismo não acontece de forma adequada, a glicose permanece na corrente sanguínea e pode provocar uma série de complicações. A informação é do jornal O Globo.
Embora a doença não tenha cura, entidades de saúde ressaltam que a alimentação saudável é uma das principais estratégias para o controle glicêmico. Atualmente, as diretrizes já não recomendam dietas extremamente restritivas; a orientação é priorizar uma alimentação variada e equilibrada, semelhante à indicada para qualquer pessoa que busca manter hábitos saudáveis. A recomendação inclui frutas, legumes, grãos integrais, laticínios com baixo teor de gordura e carnes magras, além de refeições distribuídas ao longo do dia e porções equilibradas.
Entre os cuidados essenciais, destaca-se o controle da ingestão de carboidratos, que elevam os níveis de glicose no sangue. Especialistas enfatizam que não é necessário eliminá-los totalmente, mas escolher versões mais saudáveis e manter as porções sob controle. Também é recomendado reduzir alimentos com altos índices de gorduras saturadas, colesterol e gorduras trans, por estarem associados ao aumento do colesterol e ao maior risco de doenças cardiovasculares.

Alimentos ricos em fibra são apontados como aliados no controle da glicose. Grãos integrais, legumes, verduras, frutas (com exceção de melancia e abacaxi, por apresentarem maior concentração de açúcar), carnes magras e laticínios contribuem para manter o nível de glicose mais estável. A fibra retarda a digestão e auxilia na absorção gradual do açúcar, além de favorecer a saúde intestinal. Entidades de diabetes também destacam a importância de vitaminas, minerais e antioxidantes na prevenção de complicações associadas à doença.
Um estudo realizado pelo National Institutes of Health com 75 mil pessoas, acompanhadas por 14 anos, apontou que o consumo diário mais elevado de fibras reduz significativamente o risco de desenvolver diabetes. A pesquisa ressalta que a alimentação adequada deve ser associada à prática regular de atividade física para potencializar esse efeito.
Alimentos que evitam o aumento de açúcar no sangue
Feijões
Fonte de proteína vegetal, ferro, potássio, magnésio e alta quantidade de fibras. Devem ser lavados e deixados de molho antes do cozimento para reduzir o tempo no fogo e eliminar compostos indesejáveis. Pessoas com alergias alimentares devem observar eventuais reações.
Brócolis
Assim como outras verduras de folhas verdes, oferece cerca de 10% da fibra necessária por porção de 100 gramas. O cozimento no vapor por poucos minutos preserva melhor os nutrientes. Recomenda-se entre três e cinco porções de vegetais por dia.
Nozes
Ricas em ômega 3, proteínas vegetais, vitaminas do complexo B e fibras. Consumidas em porções de cerca de 30 gramas, têm efeito protetor sobre a resistência à insulina e ajudam a melhorar o controle glicêmico, segundo pesquisas internacionais.
Tomates
Possuem baixo índice glicêmico e são ricos em água, minerais e vitaminas. Podem ser consumidos crus, em molhos, sucos ou preparados concentrados. É recomendado evitar a adição excessiva de sal para preservar seu efeito benéfico ao coração.
Peixes e frutos do mar
Peixes como salmão, sardinha, atum e truta fornecem ômega 3, nutriente que protege o sistema cardiovascular e reduz inflamações que podem contribuir para resistência à insulina. A melhor forma de preparo é grelhado, assado ou cozido. O consumo ideal é de pelo menos duas porções semanais.
Sementes de linhaça
Ricas em proteínas, fibras, ômega 3, 6 e 9, além de vitaminas e minerais. Uma colher de sopa oferece quase dois gramas de fibra. Como a casca é resistente à digestão, é indicado consumir a semente triturada ou hidratada para melhor absorção dos nutrientes.
Além das escolhas alimentares, a hidratação adequada e a prática regular de exercícios físicos são consideradas fundamentais para o controle metabólico, a manutenção da massa muscular e o bem-estar geral. Em todos os casos, recomenda-se acompanhamento profissional para adequar a alimentação às necessidades individuais.




