ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x
Durante cerimônia de assinatura de uma nova legislação para estabelecer um marco regulatório para criptomoedas atreladas ao dólar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o grupo Brics — formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e, mais recentemente, países como Irã e Etiópia.
Sem mencionar diretamente os países-membros, Trump classificou o grupo como uma ameaça ao dólar e prometeu agir com firmeza caso avance uma integração econômica significativa.
“Quando ouvi falar desse grupo dos Brics, basicamente seis países, fiquei muito, muito chateado. E se eles realmente se formarem de forma significativa, isso acabará muito rápido”, afirmou Trump, sinalizando que pretende usar medidas comerciais agressivas, como tarifas, para conter a influência crescente do bloco.
A retórica hostil não é inédita. No início deste mês, o presidente republicano já havia prometido impor uma tarifa de 10% sobre todos os países do Brics, sob a justificativa de que o bloco busca “enfraquecer os EUA” e substituir o dólar como principal moeda de reserva global.
“Qualquer país que fizer parte do Brics receberá uma tarifa de 10%, apenas por esse motivo”, disse, prometendo implementar a medida “muito em breve”.
Trump repete retórica
As declarações refletem preocupações com a proposta, cada vez mais concreta dentro do Brics, de criação de um sistema de pagamentos em moedas locais — estratégia que poderia reduzir a dependência do dólar em transações comerciais entre os países do grupo. O Brasil, sob a liderança do presidente Lula (PT), tem defendido ativamente a iniciativa.
Em resposta anterior às ameaças de Trump, Lula criticou a postura do presidente americano, afirmando que “não é sério” que um líder de uma potência global recorra a ameaças via internet. “Não acho uma coisa muito responsável e séria que um presidente da República de um país do tamanho dos EUA fique ameaçando o mundo através da internet”, declarou.
Trump também reiterou seu compromisso em preservar o papel central do dólar na economia global.
As falas do presidente ocorrem em um contexto de crescente tensão geopolítica, em que as potências emergentes buscam maior autonomia e os EUA tentam manter sua hegemonia financeira e comercial.
Fonte: ICL Notícias




