De olho em Trump, Lula se reunirá com Interpol para ampliar combate ao crime


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitará a viagem para a França, nesta semana, para se reunir com a cúpula da Interpol. O encontro deve ocorrer nesta quarta-feira, em Genebra, após a reunião dos presidentes do G7. Entre os membros da comitiva do governo está o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Lula desembarcou nesta segunda-feira em Evian e terá um encontro com o presidente da França, Emmanuel Macron. O francês afirmou que estava “feliz” em receber o brasileiro, enquanto sua diplomacia tenta encontrar pontos de convergência com Lula para frear os ataques de Trump contra o multilateralismo.

O encontro do Brasil com a Interpol não acontece por acaso. A reunião ocorre num momento em que o governo vem sendo pressionado tanto por Trump como pelos bolsonaristas, diante da designação do PCC e do CV como grupos terroristas. Brasília já deixou claro que é contra essa classificação e alerta que a mudança na postura dos EUA pode inclusive abalar a cooperação entre os dois países.

Lula, porém, quer dar uma sinalização de que está comprometido com a luta contra o crime organizado e blindar o país de qualquer ação que possa criar uma desestabilização. Uma ação, mesmo que seja na fronteira, seria considerada como uma ingerência em assuntos domésticos. Outro temor é de que o sistema financeiro seja atingido por sanções.

A mensagem de Lula é de que, para atacar os grupos do narcotráfico, é necessário que a operação de repressão ocorra no “andar de cima” e uma cooperação internacional. Ou seja, no combate contra aqueles que lideram as facções, na lavagem de dinheiro, tráfico de armas e estrutura financeira.

Na pauta, na quarta-feira, estará o combate ao crime organizado em geral, os avanços feitos pela Interpol e a possibilidades de ampliar cooperação.

A iniciativa de Lula ocorre num momento em que a ONU também sobe o tom contra Trump e sua suposta luta contra o narcotráfico.

Num discurso nesta segunda-feira, o alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Turk, alertou que a “chamada guerra às drogas tornou-se um círculo vicioso”. “Respostas militarizadas, particularmente nas Américas, alimentam ainda mais a violência”, disse.

“Os Estados Unidos da América teriam matado mais de 200 pessoas em ataques aéreos contra navios civis no Caribe e no Pacífico Oriental. Chamar esses ataques de parte de uma guerra contra o narcoterrorismo não os justifica”, criticou.

Para ele, os governos precisam combater a corrupção, fortalecer as instituições e investir na redução de danos, educação, saúde e empregos.





ICL – Notícias

Caixa muda horário do sorteio da Lotofácil da Independência

A Caixa anunciou mudança...

PF espera há seis meses decisão de Mendonça para rastrear dinheiro do Master

Por Cleber Lourenço Um pedido que a Polícia Federal classificou como “imprescindível”...

Chuvas deixam 152 famílias em abrigos no Vale do Ribeira (SP)

Ao menos 152 famílias...

Amazonas Repórter

Tudo

Literatus Mais Saúde vai oferecer mais de 20 serviços gratuitos à população na Zona Leste, no próximo sábado

Teste de glicemia, aferição de pressão, limpeza de pele, massagem Quick, orientação nutricional e vários outros serviços estarão disponíveis das 10h às 21h, com...

David Almeida promete ampliar atendimento a pessoas com autismo em todo o Amazonas

Plano de governo prevê atenção psicossocial, psicomotricidade, educação inclusiva e apoio terapêutico às famílias na capital e no interior MANAUS (AM) – O candidato ao...

Delegado João Tayah destaca segurança pública e critica apropriação de méritos em recente episódio de podcast sobre as Eleições 2024

Em recente entrevista sobre as Eleições 2024, o Delegado João Tayah discutiu seus projetos futuros voltados à segurança da população manauara. Tayah enfatizou a...