Defesa de Zambelli diz que juízes são hostis e pede troca na Itália


Por Michele Oliveira

(Folhapress) – A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na Itália afirmou que vai pedir a substituição dos juízes que acompanham o caso na Corte de Apelação de Roma por considerar que eles estão agindo de forma hostil e com “pré-juízo”.

Em audiência ocorrida nesta terça-feira (20), os três magistrados rejeitaram uma série de solicitações da defesa, como o acesso a mais informações sobre o cárcere onde Zambelli deverá cumprir sua pena no Brasil, a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, e a documentação sob sigilo do julgamento ocorrido no Brasil.

Também foi pedido que Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), fosse ouvido como testemunha, o que também foi negado. Tagliaferro foi acusado de vazar mensagens de integrantes do gabinete de Moraes para obstruir investigações sobre a trama golpista. Ele está na Itália, impedido pela Justiça de deixar o país enquanto aguarda a tramitação de seu processo de extradição.

“Percebemos que eles [juízes] estavam sendo hostis e com pré-juízo em relação às nossas solicitações, não atendidas”, disse Sammarco à Folha nesta quarta. O pedido de troca de magistrados precisa ser apresentado por escrito nos próximos dias.

Carla Zambelli no plenário da Câmara dos Deputados
Carla Zambelli foi presa na Itália (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

Zambelli

Na sessão de terça (20), foi a própria Zambelli quem anunciou a intenção de pedir a substituição dos juízes. No Brasil, ela se considera vítima de perseguição política pelo STF ( Supremo Tribunal Federal).

Após três adiamentos desde o fim de novembro, essa audiência, que já havia começado com atraso de cerca de duas horas, foi suspensa no fim da tarde. Nesta quarta, o tribunal marcou para o próximo dia 11 uma nova sessão para avaliar a extradição.

Zambelli está presa há quase seis meses na Itália, depois de ficar dois meses foragida. Se for extraditada para o Brasil, esse tempo de detenção será descontado do restante da pena a ser cumprido.

Ela fugiu do país em junho para escapar da pena de dez anos de prisão referente à invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. Quando já estava na Itália, foi condenada a outros cinco anos por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Os dois casos compõem um único processo de extradição.

A Corte de Apelação de Roma atua como primeira instância nesse caso. Após a decisão do tribunal, as partes podem recorrer.





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