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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Deputado do PT pede andamento de processo contra Éder Mauro, que o agrediu


Por William De Lucca

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) denunciou a paralisação de um processo disciplinar contra o deputado Éder Mauro (PL-PA), acusado de agressão física dentro da Câmara, e criticou a celeridade com que avança o pedido de cassação do mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ).

Em entrevista ao ICL Notícias, Correia afirmou que há um tratamento desigual entre parlamentares de esquerda e aliados do bolsonarismo, e classificou a situação como uma “perseguição política articulada nos bastidores”. Segundo Correia, a agressão aconteceu em junho de 2024, durante a sessão do Conselho de Ética que discutia o pedido de cassação do deputado André Janones (Avante-MG).

“Ele me desferiu vários chutes. Fiz exame de corpo de delito, entreguei fotos dos hematomas, laudo médico e vídeos que mostram o deputado se aproximando agressivamente de mim, enquanto eu tentava me afastar”, relatou. Correia afirma que interveio para evitar que Éder Mauro agredisse Janones, e acabou sendo atacado fisicamente.

deputado

Agressão ao deputado do PT

O processo foi aberto a partir de uma determinação do então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). A Corregedoria reuniu os documentos e o relato do parlamentar, e encaminhou o caso à Mesa Diretora.

O processo, agora sob responsabilidade do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), segue sem desfecho. Correia afirma que vai reforçar o pedido para que a mesa tome providências. A depender da decisão, Éder Mauro pode ser punido diretamente ou ter seu caso enviado ao Conselho de Ética.

“O mínimo que espero é que esse caso ande. Foi uma agressão absurda, e até hoje não houve qualquer resposta institucional”, disse o deputado.

Ao comentar a cassação de Glauber Braga, Correia apontou falta de isonomia na atuação da Câmara.

“Não há coerência, Glauber foi claramente provocado, insultado, filmado de forma invasiva por um ativista do MBL. E agora querem cassar um parlamentar eleito por reagir a essa provocação?”, questionou.

Para o petista, o caso revela uma articulação política com motivações ideológicas. “Trata-se de uma perseguição política articulada por Arthur Lira. Há um esforço para punir deputados de esquerda, enquanto bolsonaristas que cometeram agressões físicas continuam impunes”, afirmou.

Outra agressão

Ele lembrou, ainda, outro episódio envolvendo Éder Mauro, também ocorrido na mesma ocasião em que agrediu Correia, durante a sessão sobre Janones. Naquele dia, segundo relato da deputada Natália Bonavides (PT-RN), o parlamentar do PL teria desferido um soco contra um militante no interior da Câmara — ato igualmente sem consequência disciplinar até o momento.

“O que está acontecendo é a institucionalização da impunidade para uns e a punição exemplar para outros. Isso não é justiça, é perseguição”, concluiu.



Fonte: ICL Notícias

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