Desemprego recua a 5,3% e tem menor taxa até julho na série histórica


Por Leonardo Vieceli

(Folhapress) – A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,3% no trimestre até julho, após marcar 5,8% nos três meses encerrados em abril, que servem de base de comparação, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta-feira (27).

O indicador é o menor para o intervalo até julho na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento começou em 2012.

A taxa de 5,3% ficou em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que também era de 5,3%, segundo a agência Bloomberg.

A pesquisa do IBGE abrange o mercado de trabalho formal, com carteira assinada ou CNPJ, e o setor informal, sem esses registros.

Nas estatísticas oficiais, uma pessoa de 14 anos ou mais que não tem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada. Não basta só não trabalhar.

A taxa de desocupação já havia registrado 5,4% até junho, mas o IBGE evita a comparação direta entre trimestres com meses repetidos. É o caso dos intervalos finalizados em junho e julho.

Na divulgação anterior, economistas afirmaram que o mercado de trabalho ainda mostrava força, mas começava a dar sinais mais claros de desaceleração em um contexto de juros altos para conter a inflação. Um dos indícios apontados na ocasião foi a relativa estabilidade da renda após trajetória de crescimento.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de investimentos no Amazonas, no Estaleiro Juruá, em Iranduba - AM. Foto: Ricardo Stuckert / PR
População ocupada com trabalho sobe a 103,3 milhões e renova recorde (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Combinação de fatores

Conforme analistas, o desemprego baixo para os padrões brasileiros reflete uma combinação de fatores como o crescimento da atividade econômica nos últimos anos. A economia segue com medidas de estímulo do governo Lula (PT) antes das eleições, enquanto o aperto dos juros altos atua em sentido oposto.

Outra questão citada por especialistas é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de buscar ocupação.

Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego, mas desafia o sistema previdenciário, porque a demanda por aposentadorias tende a crescer.

O mercado de trabalho ainda é influenciado por vagas ligadas à tecnologia. Estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou no ano passado que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em um ponto percentual.





ICL – Notícias

Mercado eleva previsão da inflação para 5,22% em 2026

Por Pedro Peduzzi – Agência Brasil A projeção do mercado financeiro para a...

Paulo Figueiredo contratou empresa de lobby para influenciar relação dos EUA com Brasil 

  Por Alice Maciel  Uma fundação presidida pelo bolsonarista Paulo Figueiredo contratou nos Estados...

Amazonas Repórter

Tudo

Prefeitura de Manaus avança com recuperação viária no bairro Nossa Senhora das Graças

Nesta quinta-feira, 10/7, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), avança com os serviços de recuperação viária no bairro...

ONU denuncia bloqueio contra Cuba e pede que Trump retire medidas

A ONU soa o alerta diante da situação humanitária em Cuba e...