Desenrola Brasil renegocia R$ 10 bilhões em dívidas e ultrapassa 1 milhão de pessoas beneficiadas


O governo federal divulgou nesta quinta-feira (21) um balanço atualizado do programa Desenrola Brasil, iniciativa voltada à renegociação de dívidas de famílias, estudantes e pequenos empreendedores.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa já renegociou cerca de R$ 10 bilhões em débitos desde o lançamento. Após descontos aplicados nas negociações, o valor efetivamente pago pelos consumidores caiu para aproximadamente R$ 1,3 bilhão, o que representa abatimento médio de 85%.

De acordo com o governo, mais de 1 milhão de CPFs já foram beneficiados pela iniciativa.

“Esses primeiros dados têm mostrado que, seguindo essa mobilização de 90 dias, o programa terá um grande impacto nas famílias brasileiras”, afirmou Durigan durante a apresentação do balanço.

Parte das dívidas foi quitada à vista

Segundo os dados divulgados pela equipe econômica, cerca de 449 mil dívidas foram pagas integralmente à vista. Outras 685,5 mil operações passaram por refinanciamento.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, também participou da apresentação dos resultados.

O governo informou ainda que, a partir da próxima semana, os consumidores poderão utilizar recursos do FGTS para quitar débitos renegociados dentro do programa.

Fies também entrou no programa

Além das famílias endividadas, o Desenrola Brasil inclui renegociação de contratos do Fies. Segundo o Ministério da Fazenda, aproximadamente 34 mil contratos estudantis já passaram por refinanciamento.

O valor original dessas dívidas somava cerca de R$ 2 bilhões, mas foi renegociado para aproximadamente R$ 410 milhões após descontos e novas condições de pagamento.

Como funciona o Desenrola Brasil

O programa é destinado principalmente a pessoas com renda de até cinco salários mínimos. A iniciativa permite renegociar dívidas em atraso relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Podem entrar no programa débitos contratados até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 90 dias e dois anos.

As condições incluem:

  • descontos que variam entre 30% e 90%;
  • juros limitados a 1,99% ao mês;
  • parcelamento em até 48 meses;
  • prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
  • limite de até R$ 15 mil renegociados por instituição financeira.

O programa conta ainda com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo criado para reduzir o risco das instituições financeiras nas renegociações.

O Desenrola Brasil é voltado a brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105.

As renegociações devem ser feitas diretamente nos canais oficiais dos bancos participantes.

O percentual de desconto depende do tipo de crédito e do tempo de inadimplência.

No caso de dívidas de cartão de crédito rotativo e cheque especial, os descontos podem chegar a 90% para atrasos entre um e dois anos.

Já no crédito pessoal e parcelamento de cartão, os abatimentos podem atingir até 80%, dependendo do período em atraso.

Além das famílias, o pacote de renegociação também contempla micro e pequenas empresas, microempreendedores individuais e produtores rurais.





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