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Deve sair primeiro acordo comercial sobre tarifas de Trump


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Os Estados Unidos estão prestes a assinar seu primeiro acordo relacionado às tarifas impostas durante a gestão de Donald Trump. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (28) pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, durante entrevista à CNBC. Segundo ele, o acordo poderá ser formalizado entre esta e a próxima semana.

Bessent destacou que entre 15 e 18 países já estão em negociações com Washington, e afirmou que diversas nações importantes apresentaram propostas “muito boas” para evitar a aplicação das tarifas. Entre os acordos em fase avançada, a Índia deve ser uma das primeiras a fechar um entendimento com os EUA.

Tarifas de Trump: países asiáticos seguem cautelosos

O secretário do Tesouro ressaltou ainda que as tratativas com parceiros asiáticos estão evoluindo positivamente, citando o Japão como exemplo de negociações “substanciais”. No entanto, o cenário entre os líderes asiáticos parece mais cauteloso.

Ainda nesta segunda-feira, Ryosei Akazawa, principal negociador comercial japonês, afirmou que o Japão continuará exigindo a eliminação total das tarifas norte-americanas. Akazawa reforçou que o país asiático não abrirá mão de sua produção agrícola em troca de concessões no setor automotivo.

Enquanto isso, a Coreia do Sul também adota uma postura mais reservada. Um alto funcionário do governo sul-coreano informou que Seul não pretende assinar um acordo antes da eleição presidencial antecipada, marcada para 3 de junho. Mesmo com avanços recentes, autoridades sul-coreanas consideram “impossível” chegar a um pacto abrangente antes do fim de maio ou início de junho, principalmente em temas sensíveis como energia e defesa.

Relações Tensas com a China

No que diz respeito à China, Bessent descreveu a relação como “complicada”. Apesar do diálogo contínuo entre os dois países, as declarações recentes indicam divergências profundas.

Na semana passada, Trump afirmou que teria recebido uma ligação de Xi Jinping para discutir a guerra comercial. Contudo, o governo chinês negou qualquer conversa recente entre os líderes, e reafirmou que não há negociações em andamento sobre as tarifas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, foi categórico ao afirmar que os EUA deveriam “parar com ameaças e chantagens” se realmente quiserem solucionar a disputa.

Apesar das tensões, Bessent acredita que a recente decisão chinesa de isentar alguns produtos norte-americanos das tarifas retaliatórias é um sinal de que Pequim busca reduzir o clima de confronto comercial.

E o Brasil?

Embora Donald Trump tenha mencionado o Brasil recentemente, citando-o como um país que “enriqueceu” aplicando tarifas sobre produtos norte-americanos, até o momento não há negociações concretas para um acordo entre Brasil e Estados Unidos.

Durante evento promovido pelo Banco Safra, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou que o governo brasileiro mantém seus canais de diálogo abertos com grandes parceiros comerciais, incluindo EUA, União Europeia e China. Segundo ele, o Brasil continuará defendendo uma política de comércio aberto e equilibrado.





Fonte: ICL Notícias

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