O dólar encerrou o último pregão de setembro em baixa, cotado a R$ 5,17, fechando o mês praticamente na mesma cotação com que o iniciou, em um dia fortemente influenciado pela formação da Ptax. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa registrou alta expressiva de 1,37% e fechou aos 186.340 pontos, consolidando o quarto ganho mensal positivo de 2026 impulsionado pelo otimismo com o cenário corporativo e a continuidade do ciclo de cortes de juros.
O cenário internacional foi marcado pela divulgação de dados importantes nos Estados Unidos, onde o PIB do segundo trimestre veio acima das expectativas e o índice de inflação PCE avançou de forma mais branda do que o projetado, atenuando os temores de um aperto monetário ainda mais drástico pelo Federal Reserve. Paralelamente, os contratos futuros do petróleo Brent voltaram a subir em direção à faixa dos US$ 98 por barril. No ambiente doméstico, os investidores digeriram a atualização dos indicadores da dívida pública e do setor público divulgados pelo Banco Central, mantendo o foco sobre a responsabilidade fiscal.
Cenário macroeconômico e fiscal
A trajetória da dívida e das contas públicas continuou no radar dos agentes financeiros, que avaliam os impactos do custo de capital de longo prazo sobre os ativos de risco, mesmo diante de um cenário de flexibilização da taxa Selic pelo Banco Central.
Destaques corporativos
O noticiário empresarial trouxe importantes movimentações de reestruturação e captação de recursos. A Raízen convocou acionistas para aprovar uma nova classe de ações voltada a seu plano de recuperação extrajudicial, a Tenda aprovou um novo programa de recompra de ações, e a J&F levantou US$ 1,32 bilhão com bancos para alongar o perfil de suas dívidas. Completando o noticiário, o GPA obteve licença regulatória para atuar no setor de corretagem de seguros, e a Azul firmou uma linha de crédito de R$ 2,66 bilhões com o BNDES para reforçar seu caixa.





