O dólar encerrou o dia em alta, cotado a R$ 5,13, impulsionado pela divulgação de indicadores fortes de emprego nos Estados Unidos que vieram acima das expectativas dos analistas. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa operou sem direção única ao longo da sessão e fechou perto da estabilidade, digerindo os reflexos da postura mais restritiva que o Federal Reserve pode adotar em sua próxima decisão de política monetária.
O principal vetor externo do dia foi a divulgação do relatório de vagas americano, o payroll, que mostrou um mercado de trabalho ainda bastante resiliente e elevou os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, fortalecendo a moeda americana globalmente. Paralelamente, os contratos futuros do petróleo Brent mantiveram-se firmes ao redor das máximas em três meses, sustentados por incertezas logísticas no Estreito de Hormuz. No cenário doméstico, os investidores monitoraram a estabilização do Ibovespa após a forte sequência positiva recente, apoiada pelo retorno do fluxo de capital estrangeiro e por novidades estratégicas de gigantes corporativas.

Cenário externo e impacto nos juros
A robustez do mercado de trabalho nos Estados Unidos reduziu as expectativas de cortes rápidos nos juros pelo Banco Central americano, elevando a atratividade dos ativos denominados em dólar. Esse cenário de juros mais altos na maior economia do mundo funciona como âncora global, exercendo pressão sobre as moedas de países emergentes, como o real, e exigindo cautela dos agentes financeiros na alocação de portfólios.
Destaques corporativos
No ambiente empresarial, a Petrobras esteve novamente no centro das atenções após receber autorização do Ibama para perfurar novos poços na Foz do Amazonas, avançando em sua estratégia de exploração na região. A mineradora Vale também registrou desempenho positivo na semana, acompanhando a alta nos preços do minério de ferro na China, enquanto a Embraer anunciou um novo e importante contrato de venda de aeronaves comerciais para a japonesa ANA Holdings.





