Doze municípios decretam emergência por cheia dos rios no AM



Doze municípios do Amazonas estão em estado de emergência por conta da cheia (Composição: Paulo Dutra/CENARIUM)

27 de abril de 2025

Jadson Lima – Da Cenarium

MANAUS (AM) – Dados da Defesa Civil do Amazonas apontam que doze municípios do Estado estão em situação de emergência por causa da subida do nível dos rios Solimões, Madeira, Juruá e Purus. O painel, atualizado neste domingo, 27, também mostra outras 18 cidades em alerta e 36 em atenção, segundo o governo estadual. Ao todo, mais de 29 mil famílias e cerca de 120 mil pessoas são afetadas pelas enchentes que atinge o Estado.

Um dos municípios que decretaram emergência foi Humaitá (AM), localizado a 591 quilômetros de Manaus. O decreto, assinado pelo prefeito Dedei Lobo (União) em 19 de março, tem validade de 180 dias para que as autoridades auxiliem na ajuda humanitária aos afetados. Atualmente, o nível do Rio Madeira na cidade é de 23,61 metros, após atingir o pico de 23,92 metros no último dia 12 de abril.

Cheia do Rio Madeira atinge pico em Humaitá e governo auxilia afetados (Divulgação/Prefeitura)

Manicoré (AM), distante 332 quilômetros da capital amazonense, também decretou emergência em razão da subida do nível do Rio Madeira. Na última atualização do painel, neste domingo, o município amazonense aparecia com a cota em 27,37 metros, ou seja, o nível está a 1,50 metros da cheia recorde, registrada em 19 de abril de 2014. As cidades receberam ajuda humanitária do Governo do Amazonas, como a entrega de cestas básicas e água potável.

De acordo com a Defesa Civil, o monitoramento do nível dos rios é feito ao longo do ano e quando a cota de transbordamento é ultrapassada, o município inicia as primeiras ações de resposta. O órgão estadual explicou que quando a situação ultrapasse a capacidade local, o Estado assume ações complementares, após a decretação do estado de emergência.

Boca do Acre é um dos doze municípios do Amazonas em situação de emergência (Divulgação)

Além desses municípios, a situação de emergência também abrange as cidades de Apuí, Boca do Acre, Guajará, Ipixuna, Novo Aripuanã, Benjamin Constant, Borba, Tonantins, Itamarati e Eirunepé. De acordo com a Defesa Civil do Estado, a pasta está em “tratativas e alinhamento logístico para a aquisição e entrega de ajuda humanitária, a fim de atender com agilidade às demandas dos municípios que decretaram situação de emergência”.

“As bacias hidrográficas do estado encontram-se em processo de enchente. Nas calhas do alto Juruá e alto Purus, observa-se uma oscilação entre subida e descida dos níveis dos rios, sugerindo o início do processo de vazante nos próximos dias – um comportamento típico desta região da Amazônia neste período. Nas demais calhas, os níveis se mantêm dentro dos padrões de normalidade para o mês de abril”, diz trecho do relatório técnico.

Alerta e atenção

O monitoramento hidroclimatológico também aponta que 18 cidades amazonenses estão em alerta por causa do nível dos rios, são elas: Nova Olinda do Norte, Pauini, Lábrea, Canutama, Tapauá, Beruri, Envira, Carauari, Juruá, Atalaia do Norte, Tabatinga, São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá. A Defesa Civil descreve que esses locais têm grau de risco considerado elevado e necessitam de monitoramento constante.

Moradores de Apuí enfrentam consequências das cheias (Reprodução)

Já os municípios do Estado que estão em estado de atenção somam 36, são eles: Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Nhamundá, Urucará, São Sebastião do Uatumã, Parintins, Maués, Itacoatiara, Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru, Iranduba, Manaquiri, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Jutaí, Fonte Boa, Japurá, Maraã, Uarini, Alvarães, Tefé, Coari, Autazes e Barcelos.

A lista é completa pelas cidades de Itapiranga, Manaus, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa, Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, Silves, Urucurituba, Novo Airão. Esses locais, conforme as autoridades estaduais, requerem vigilância reforçada e ações preventivas para evitar agravamento da situação.

Leia: Cheia do rio Solimões preocupa criadores de gado no Amazonas
Editado por Izaías Godinho



Fonte: Agência Cenarium

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