Durigan diz que há temor de que Pix seja vinculado a facções criminosas e sofra sanções dos EUA


Por Guilherme Pimenta

(Folhapress) – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (29) que o governo brasileiro tem um temor de que o Pix seja vinculado às facções criminosas, que os EUA agora classificaram como terroristas, e que o instrumento sofra sanções do governo americano.

Em entrevista à Globonews, ele explicou que o temor do Pix surgiu porque o instrumento já tem sido questionado nos Estados Unidos por diversas frentes desde o início da gestão do republicano Donald Trump. O sistema já é alvo da principal investigação comercial aberta contra o Brasil, iniciada no ano passado.

“Pode se considerar, a partir de alguma informação que chegue aos Estados Unidos, que as facções criminosas estão usando o Pix. Assim, que haja um ataque ao Pix, uma suspensão, e que empresas que usem o Pix sofram punições”, explicou o ministro. “Faremos todo o esforço e não haverá prejuízo ao uso do Pix pela população brasileira”, complementou.

Técnicos do governo ouvidos pela Folha afirmam que um efeito sobre o Pix só ocorreria em um caso extremo, caso o governo americano entenda que a ferramenta de transação instantânea facilita a movimentação financeira das facções criminosa.

Ontem, os Estados Unidos decidiram classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas, em medida que passa a valer em 5 de junho.

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Durigan diz que há temor de que Pix seja vinculado a facções criminosas e sofra sanções dos EUA

A medida tomada pelos Estados Unidos, disse o ministro, pode comprometer a economia brasileira e causar uma queda no investimento estrangeiro direto, que “pode ficar comprometido”. Além disso, falou que há um receio de que se impute ao Brasil, de forma artificial, de que há um risco “diferente do que existia antes”.

O ministro da Fazenda também defendeu uma maior cooperação entre as autoridades brasileiras e as americanas no combate ao crime organizado. Segundo ele, a operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e no sistema financeiro, é um exemplo de que as forças policiais brasileiras já estão combatendo as facções criminosas.

Tanto a Fazenda quanto o Banco Central, ele informou, tem conversado desde esta quinta com o sistema financeiro para que não haja diminuição de nota pelas agências de classificações de risco, bem como impacto aos bancos e fintechs.





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