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‘Ele não quer conversa’, afirma Lula sobre silêncio de Trump


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Em meio à escalada de tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (24) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não demonstra qualquer disposição para dialogar sobre a tarifa de 50% que pretende impor a produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Segundo Lula, as tentativas brasileiras de negociação foram ignoradas, e o gesto americano é visto como desrespeitoso e unilateral.

“Ele [Trump] não quer conversa. Se quisesse, pegava o telefone e me ligava. Eu não sou mineiro, mas sou bom de truco. Se ele tiver trucando, ele vai tomar um 6”, disse Lula durante evento em Minas Gerais, em referência ao jogo de cartas popular no Brasil.

Durante cerimônia em que o governo federal anunciou R$ 1,7 bilhão para políticas públicas educacionais voltadas a indígenas e quilombolas, Lula afirmou que vai continuar buscando negociações com os Estados Unidos e que vai apoiar o empresariado brasileiro que for prejudicado. Porém, afirmou que é preciso manter a cabeça erguida, sob pena de o Brasil sofrer ataques ainda mais intensos.

“Não abaixe a cabeça nunca. Porque se você abaixar a cabeça, eles botam uma cangalha e a gente não levanta mais”, disse o presidente.

O impasse ganhou contornos mais graves após Trump divulgar uma carta pública a Lula nas redes sociais, justificando a taxação como uma resposta a supostos “ataques insidiosos do Brasil contra as eleições livres e a liberdade de expressão nos EUA”. O presidente brasileiro reagiu com indignação, classificando a mensagem como um “desaforo desrespeitoso com o Brasil”.

Contudo, a leitura em Brasília é que Washington tenta condicionar a negociação a temas sensíveis da política interna brasileira, como as ações judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e a regulação das plataformas digitais. O Planalto considera essa abordagem uma forma de pressão inaceitável e insiste em tratar exclusivamente da questão comercial.

Haddad: tentativas de contato “reiteradas” com governo Trump

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na quarta-feira (23) que o governo federal está negociando a tarifa diretamente com secretários do governo Trump. “Estamos fazendo tentativas de contato reiteradas, mas há uma concentração de informações na Casa Branca. Alckmin está tendo contato com secretários. No nosso caso da Fazenda, temos contato com a equipe técnica do Tesouro americano, mas não com o secretário”, disse Haddad na portaria do ministério da Fazenda na véspera.

Até o momento, não estava claro qual era o canal de comunicação nem a que nível da hierarquia norte-americana o Brasil tinha acesso durante as negociações.

Na última segunda-feira (21), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Brasil negocia com os EUA por “canais institucionais e de forma reservada”, sem especificar quais eram esses pontos de diálogo.

Agricultura calcula prejuízo com tarifas

A sobretaxa, se implementada, atingirá em cheio o agronegócio brasileiro. A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) estima que as exportações para os EUA podem cair em até US$ 5,8 bilhões – uma retração de 48% nas vendas externas para o mercado americano.

O suco de laranja está entre os produtos mais afetados, podendo ter suas exportações praticamente zeradas. Outros setores em risco incluem açúcar (queda estimada de 74%), carne bovina (47%) e café (25%).

Enquanto países como Reino Unido, China, Japão e Vietnã já firmaram acordos para evitar medidas tarifárias semelhantes, o Brasil ainda busca uma solução diplomática. Uma missão oficial a Washington está em avaliação, mas até o momento não há definição. Na próxima semana, senadores brasileiros devem visitar a capital americana, com agenda voltada a encontros com parlamentares e empresários – e não com representantes do governo.

Apesar do esforço, a perspectiva para uma reversão da sobretaxa até o prazo limite é pessimista. O governo Lula defende um adiamento de dois a três meses, mas reconhece que qualquer avanço depende de uma sinalização direta de Trump, o que ainda não ocorreu.

 





Fonte: ICL Notícias

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