Em 5 dias, França registra 40 mortes após calor extremo


Uma intensa onda de calor que atinge a Europa provocou ao menos 40 mortes por afogamento na França desde a última quarta-feira (18). A maioria das vítimas é composta “principalmente de jovens” que procuravam rios, canais e áreas de banho não supervisionadas para escapar das temperaturas elevadas, anunciou nesta terça-feira (23) o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, durante uma reunião de emergência sobre as elevadas temperaturas.

Os termômetros do país têm registrado temperaturas próximas ou superiores a 40°C em diversas regiões. Na madrugada desta terça, a capital, Paris, teve a madrugada mais quente que se tem registro na história, com temperaturas acima dos 25ºC.

De acordo com as autoridades francesas, o aumento do número de banhistas em locais sem monitoramento contribuiu para a sequência de acidentes fatais. A ministra dos Esportes, Marina Ferrari, alerta para que franceses sejam prudentes na hora de se banhar em canais e rios, e ainda, que evitem nadar em áreas não autorizadas ou perigosas.

Segundo a agência de notícias AFP, 90% dos franceses vivem em áreas onde as autoridades decretaram alerta vermelho ou alerta laranja por calor extremo nesta terça. As temperaturas podem chegar até a 43°C em algumas partes do oeste da França.

Até mesmo a Torre Eiffel foi fechada por conta do calor extremo em Paris. Ainda na capital, a Prefeitura ofereceu ingressos de cinema gratuitos para pessoas com menos de 25 anos ou mais de 65 anos, para uma pausa em um local climatizado. Alguns trens foram cancelados, inclusive entre Paris e Bruxelas. Já o museu do Louvre, anunciou que fechará duas horas mais cedo, às 16h, de quarta a sábado, devido as altas temperaturas.

“A França está funcionando em ritmo lento. As empresas, na medida do possível, estão implementando as recomendações para proteger seus funcionários”, disse Patrick Martin, presidente da MEDEF, associação patronal francesa, à BFM TV.

O governo francês colocou dezenas de departamentos sob alerta máximo para calor extremo. Mais de 35 milhões de pessoas foram afetadas pelas medidas de emergência, que incluem o fechamento ou adaptação do funcionamento de milhares de escolas e a ativação de centros de crise para monitorar os impactos da canícula.

Os efeitos da onda de calor também atingem outros países europeus. Alemanha, Bélgica, Portugal, Itália e Espanha registram temperaturas excepcionalmente altas para o período, com algumas regiões se aproximando dos 40°C.

No Reino Unido, dezenas de escolas informaram que vão encerrar as atividades antes do horário habitual, já que muitas funcionam em edifícios antigos sem estrutura adequada para acomodar turmas com mais de 30 alunos durante temperaturas extremas. Ao mesmo tempo, o serviço meteorológico britânico emitiu alerta máximo de calor para áreas do centro e do sul da Inglaterra pelos próximos dois dias.

“Um período excepcional de clima quente e úmido é esperado em toda esta região”, abrangendo Londres, Birmingham, Bath e outras áreas da Inglaterra, disse o Met Office em um comunicado.

A Organização Meteorológica Mundial reforça que a Europa está aquecendo a uma taxa mais que dobrada da média global, tornando cada vez mais prováveis ​​episódios prolongados de calor.

Autoridades europeias reforçaram recomendações para que a população mantenha a hidratação, evite atividades físicas nos horários mais quentes do dia e procure locais de banho supervisionados.

 





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