Em discurso no Congresso, Trump cita tarifas ‘injustas’ aplicadas pelo Brasil

O Brasil foi um dos alvos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante longo discurso ao Congresso norte-americano, na terça-feira (4). Ele acusou o país de cobrar tarifas desiguais e “injustas” dos produtores norte-americanos.

O discurso aconteceu em meio a uma nova escalada da guerra tarifária de Trump. Ainda ontem, Canadá, China e México anunciaram novas taxas para produtos importados dos Estados Unidos, em um revide depois que Trump confirmou, na segunda-feira (4), a entrada em vigor de tarifas de 25% de produtos importados de México e Canadá, e dobrou de 10% para 20% as tarifas sobre produtos comprados da China.

“Nós fomos roubados por décadas por todos os países da face da Terra, e não vamos deixar isso acontecer mais”, disse Trump.

“Em média, a União Europeia, China, Brasil, Índia, México, Canadá e inúmeras outras nações nos cobram tarifas muito mais altas do que cobramos deles, o que é extremamente injusto”, completou Trump.

Embora tenha usado o Brasil como exemplo de protecionismo, dados da Câmara de Comércio Brasil EUA destaca como a tarifa média cobrada pelo Brasil aos bens dos EUA é de apenas 2,7% e que o superávit americano é de mais de US$ 200 bilhões.

O discurso de Trump durou 1 hora e 40 minutos. Ele fez um balanço das seis primeiras semanas à frente do novo mandato.

O republicano tomou posse em 20 de janeiro e, desde então, vem empreendendo uma verdadeira guerra comercial contra parceiros tradicionais, como México e Canadá.

Ao longo do discurso, Trump listou medidas tomadas nesse período, como o avanço das deportações, a mudança do nome do Golfo do México para o Golfo da América, a saída dos Estados Unidos da OMS (Organização Mundial da Saúde) e a revogação de regulações ambientais postas em prática pela administração anterior.

Além disso, mencionou o que foi anunciado na esfera econômica, como a imposição de tarifas recíprocas para países a partir de abril e medidas de fomento à indústria naval dos Estados Unidos.

Também fez um aceno de trégua a Volodymyr Zelensky, após os presidentes norte-americano e ucraniano terem protagonizado um bate-boca na última sexta-feira (28). O republicano disse que recebeu uma carta do presidente ucraniano.

Trump anuncia tarifas recíprocas a partir de 2 de abril

“No dia 2 de abril, entram em vigor tarifas recíprocas, e qualquer tarifa que nos impuserem, nós também imporemos a eles… qualquer imposto que nos cobrarem, nós os taxaremos. Se usarem barreiras não monetárias para nos manter fora de seus mercados, então usaremos barreiras não monetárias para mantê-los fora do nosso mercado”, disse Trump.

Quando anunciou as tarifas recíprocas, em meados de fevereiro, Trump havia citado o etanol brasileiro. “A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. No entanto, o Brasil cobra uma tarifa de 18% sobre as exportações de etanol dos EUA. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil”, diz trecho do texto divulgado na ocasião.

“Todos os países se aproveitaram de nós por muitos anos, mas isso não vai mais acontecer”, disse Trump no Congresso. Segundo ele, “haverá alguma dificuldade”. “Mas tudo bem, não vai ser muita”, afirmou.

Elissa Slotkin, senadora de Michigan, foi a porta-voz dos democratas para responder ao discurso do republicano. “Se ele [Trump] não for cuidadoso, seu governo irá nos levar à recessão”, alertou.

China anuncia revide

O governo da China anunciou, nesta terça-feira (4), a cobrança de novas tarifas sobre exportações dos Estados Unidos. A medida acontece em resposta ao aumento das tarifas sobre produtos chineses, que, conforme o presidente Donald Trump, passarão de 10% para 20%.

Segundo o Ministério das Finanças chinês, as tarifas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos, como frango, trigo, milho e algodão, passarão de 10% para 15% a partir do dia 10 de março. Uma taxa de 10% também será imposta sobre as exportações de soja, carne de porco, carne bovina, produtos aquáticos, frutas, vegetais e laticínios.

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