Especialista diz que Brasil teve 2 milhões de mortos pela Covid-19


Por Gabriel Gomes

A médica e pesquisadora Margareth Dalcolmo, uma das especialistas mais respeitadas do país, afirmou, nesta segunda-feira (20), que o Brasil pode ter registrado mais de 2 milhões de mortes relacionadas à Covid-19, número cerca de três vezes superior ao total oficial de aproximadamente 720 mil óbitos contabilizados durante a pandemia. A declaração foi feita durante um ciclo de debates sobre Cinema e Direitos Humanos realizado na Estação Claro Rio, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

“720 mil mortes não é verdade. No Brasil, nós tivemos pelo menos três vezes o número registrado oficialmente de mortes por Covid-19”, afirmou a pesquisadora.

Segundo Dalcolmo, a estimativa considera não apenas as mortes provocadas pela fase aguda da doença, mas também os óbitos decorrentes de complicações e sequelas da infecção, e outros que são decorrentes dos efeitos sobre o sistema de saúde. Ela afirmou que esse entendimento é respaldado por estudos e especialistas ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Seguramente nós tivemos mais de dois milhões de mortos, seja pela doença aguda naquele momento, seja pelas doenças decorrentes das consequências e das sequelas decorrentes de uma infecção aguda de transmissão respiratória”, disse.

A médica também ressaltou que a Covid-19 se tornou uma doença endêmica e defendeu que, no futuro, a vacinação contra o coronavírus seja combinada à da influenza, a exemplo do que já ocorre com outras campanhas de imunização.

Ela reforçou ainda que a vacinação continua sendo a principal estratégia para enfrentar doenças respiratórias virais. “Nós sabíamos que, para uma doença de transmissão aguda, respiratória e viral, a única arma que existe chama-se vacina”, afirmou.

Margareth Dalcolmo
Margareth Dalcolmo

A pandemia de Covid-19 foi marcada pela péssima condução do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante a emergência sanitária, a gestão federal adotou medidas contrárias às recomendações sanitárias, como atrasar a compra de vacinas, promover medicamentos sem eficácia comprovada e minimizar a gravidade da doença. O negacionismo da gestão Bolsonaro foi criticado por especialistas, entidades científicas e pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid e é alvo de ação que tramita no Supremo Tribunal federal.

 





ICL – Notícias

Após dez dias da avalanche, Nepal resgata sobreviventes em túnel e casa

Por Brasil de Fato Equipes de resgate e integrantes do Exército do Nepal...

Cury encontrou uma onda. Agora precisa provar que existe chão

Por Cleber Lourenço Augusto Cury deixou de ser uma curiosidade eleitoral. Em poucas...

Amazonas Repórter

Tudo

Hugo Motta é eleito presidente da Câmara dos Deputados

O deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) foi eleito neste sábado (1º), em primeiro turno, para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, com...

Prefeito em exercício Renato Junior destaca próximas intervenções da gestão durante entrevista

Em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira, 16/7, ao programa do jornalista Valdir Corrêa, na rádio Difusora FM, o prefeito de Manaus em exercício,...

Datafolha: Lula bate Flávio Bolsonaro por 15 pontos no 2º turno

Por Igor Gielow (Folhapress) – Anunciado como candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)...