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sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Estação Espacial está tão limpa que os astronautas estão ficando doentes


Com poucos micróbios no espaço, a ISS está deixando seus hóspedes com erupções cutâneas, alergias e infecções

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Representação artística da Estação Espacial Internacional em rota de colisão com detritos espaciais. Créditos: Paopano/Dotted Yeti – Shutterstock. Edição: Olhar Digital

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A Estação Espacial Internacional (ISS) é extremamente limpa. Isso é importante para a saúde dos astronautas. Acontece é que as coisas por lá podem estar tão limpas que está deixando seus hóspedes doentes. Pode parecer estranho, mas a falta de diversidade microbiana também pode ser um problema.

A ISS está sendo atingida por diversos casos de erupções cutâneas persistentes, alergias incomuns e uma variedade de infecções, incluindo fungos, herpes labial e herpes zoster. E o motivo parece estar na falta de limpeza.

Acontece que a ISS passa por um desequilíbrio microbiano, bactérias chegam ao espaço com os astronautas, mas o solo, a água e o ambiente de lá são estéreis. A conclusão foi feita por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego e publicada na revista Cell.

Captura de tela de transmissão mostrando astronautas se cumprimentando após a cápsula da SpaceX atracar na Estação Espacial Internacional
(Imagem: NASA)

Falta de micróbios deixando os astronautas doentes na ISS

“Há uma grande diferença entre a exposição ao solo saudável da jardinagem e cozinhar em nossa própria sujeira, que é mais ou menos o que acontece se estivermos em um ambiente estritamente fechado, sem nenhuma entrada contínua dessas fontes saudáveis ​​de micróbios de fora”, disse Rob Knight, diretor do Centro de Inovação do Microbioma da Universidade da Califórnia, em San Diego, ao Wall Street Journal.

A pesquisa aconteceu com a ajuda dos próprios astronautas, que coletaram amostras da superfície da ISS. O resultado: quase todas as bactérias encontradas forma lá com os humanos.

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“Seu sistema imunológico precisa de exposição a uma ampla gama de micróbios benéficos de lugares como solo, animais saudáveis ​​e plantas saudáveis”, disse Knight. “Entender se há uma maneira de engarrafar esses micróbios saudáveis ​​ou fornecê-los em um ecossistema no espaço que os astronautas podem manter é um tópico de pesquisa muito interessante no momento.”

Além disso, o modo de vida na ISS acaba contribuindo para isso. “Provavelmente precisamos trazer um pouco mais do exterior para dentro”, disse a astronauta e microbiologista Kathleen Rubins ao WSJ. “Mas temos que fazer isso com segurança para que não tenhamos supercrescimento de fungos ou qualquer coisa patogênica.”


Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.




Fonte: Olhar Digital

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