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EUA vão classificar cartel como organização terrorista e afirmam que Maduro é líder


 

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou neste domingo (16) que o país incluirá o chamado Cartel de Los Soles na lista de organizações terroristas estrangeiras. Segundo Washington, o grupo seria comandado por Nicolás Maduro e outros altos integrantes do governo da Venezuela.

“Nem Maduro nem seus aliados representam o governo legítimo da Venezuela”, afirmou o Departamento de Estado em comunicado. A designação entrará em vigor em 24 de novembro.

O presidente Donald Trump sugeriu que a classificação do grupo como organização terrorista poderia permitir aos militares americanos atacar bens e infraestrutura ligados a Maduro. “Isso nos dá essa possibilidade, mas não dissemos que vamos fazer”, afirmou antes de deixar a Flórida rumo a Washington.

A decisão ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países. O governo americano associa o Cartel de Los Soles, assim como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa — a ações terroristas no hemisfério e ao tráfico de drogas para os EUA e a Europa.

Trump também disse que poderia conversar com o líder venezuelano. “Podemos ter algumas conversas com Maduro e veremos como isso evolui. Eles querem conversar”, declarou, sem dar mais detalhes. Apesar de ter insinuado, na sexta-feira (14), que já havia tomado uma decisão sobre uma eventual ação militar, o presidente evitou se comprometer.

Ele insistiu que não considera necessária a autorização do Congresso para uma operação militar na Venezuela, embora tenha se mostrado favorável a manter os parlamentares informados. “Estamos impedindo o tráfico de drogas para nosso país. Não precisamos da aprovação deles. Mas informá-los é algo positivo”, afirmou.

Especialistas, entretanto, já expressaram dúvidas sobre a legalidade dos recentes ataques a embarcações venezuelanas, já que não há declaração formal de guerra. A designação de organização terrorista autoriza sanções e restrições, mas não permite explicitamente o uso de força letal.

EUA
O secretário do Departamento de Estado dos EUA, Mark Rubio (Foto: Andrew Caballero-Reynolds / AFP)

 

Venezuela nega acusações dos EUA

A medida, uma das mais severas do Departamento de Estado, proíbe que cidadãos americanos ofereçam apoio material ao grupo e impede que seus membros entrem nos EUA. O Congresso tem sete dias para contestar a decisão; caso não haja objeção, ela passa a valer automaticamente.

Rubio já havia argumentado no início do ano que a classificação permitiria aos EUA “atacar esses grupos”, afirmando que eles devem ser tratados como organizações terroristas armadas, e não apenas como redes de narcotráfico.

Em julho, o Departamento do Tesouro sancionou o Cartel de Los Soles, classificando-o como “organização terrorista internacional especialmente designada” e alegando que o grupo teria fornecido apoio ao Tren de Aragua e ao Cartel de Sinaloa. O nome do cartel, destacou o órgão, deriva dos sóis presentes nos uniformes de oficiais venezuelanos.

No mês seguinte, a procuradora-geral Pam Bondi ofereceu recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, acusado de narcotráfico pelos EUA. Até o momento, porém, nenhuma prova conclusiva sobre o envolvimento direto do presidente venezuelano foi apresentada.

O governo de Caracas negou categoricamente as acusações. “O Cartel de Los Soles, por si só, não existe. É um termo jornalístico usado para sugerir envolvimento de autoridades venezuelanas no narcotráfico”, disse Phil Gunson, pesquisador do International Crisis Group, à CNN. Ele ressalvou, no entanto, que isso não significa ausência de participação de militares ou funcionários no tráfico.

Segundo Gunson, a presença de cartéis colombianos e mexicanos no país é conhecida, assim como o uso do Rio Orinoco e de pistas clandestinas para envio de drogas. “Nada disso seria possível sem o envolvimento direto da cúpula”, afirmou.





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