Ex-presidente do Uruguai é eleito sócio correspondente da ABL


O ex-presidente do Uruguai por dois mandatos, Júlio Maria Sanguinetti, de 89 anos, tomou posse nesta segunda-feira, (17) na cadeira 8 de sócio correspondente da Academia Brasileira de Letras (ABL). 

No discurso de posse, Sanguinetti destacou a história de Uruguai e Brasil, “uma história de disputas de territórios entre os impérios, que no decorrer dos anos se tornou de fraternidade, paz e confraternização”. 

“Fomos província do Rio de La Plata, fomos província cisplatina do Império, juramos todas as constituições, a de Cádiz, a de Pombal, até que em 1830 juramos a nossa. E nossa história está implicada porque nossas famílias estão implicadas, nossa vida política está implicada”, disse.

O ex-presidente uruguaio lembrou também de dois brasileiros importantes para a história do Uruguai: o Barão do Rio Branco, responsável por definir as fronteiras dos dois países, e o Barão de Mauá. 

Sanguinetti lembrou também de sua amizade com o ex-presidente Jose Sarney e dos momentos dramáticos até que ele assumisse a presidência do Brasil após a morte de Tancredo Neves.

Saudação

O decano da ABL, ex-presidente do Brasil José Sarney, lembrou das circunstâncias que os dois ex-presidentes se conheceram. 

“Há 40 anos, no momento culminante de uma longa caminhada pela reconquista da democracia, um raio atingira Tancredo Neves em seu martírio. Júlio Maria Sanguinetti viera como presidente da República Oriental do Uruguai, ao lado de outros chefes de Estado, avalizar o início simbólico da transição democrática do Brasil”.

O presidente da ABL, Merval Pereira, destacou a importância a e a coincidência do momento da posse de Sanguinetti, quando o Brasil comemora 40 anos da redemocratização.

Cadeira

Júlio Maria Sanguinetti foi eleito para a cadeira número 8, de sócio correspondente. O patrono da cadeira é Sebastião da Rocha Pitta, autor de uma importante história, da América Portuguesa no começo do século XVIII.

O primeiro ocupante da cadeira foi um norte-americano, John Fisker, que no âmbito do seu ensaio sobre a descoberta da América tinha estudado também a descoberta do Brasil.



Fonte: Agência Brasil de Notícias

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