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A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou de 2,4% para 2,5% a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2025. Os dados constam no Boletim Macrofiscal divulgado nesta sexta-feira (11). Ao mesmo tempo, a projeção de inflação foi levemente reduzida: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) recuou de 5% para 4,9%.
A melhora na expectativa de crescimento reflete a resiliência do mercado de trabalho e o bom desempenho da agropecuária, especialmente nas safras de milho, café, arroz e algodão.
No entanto, o próprio boletim da SPE alerta que a atividade econômica deve perder ritmo nos próximos meses. A estimativa é de que o PIB avance apenas 0,6% no segundo trimestre deste ano, ante 1,3% no primeiro.
No Boletim Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira (7), a mediana dos mais de cem analistas consultados para a publicação elevou de 2,21% para 2,23% a projeção de crescimento do PIB de 2025, enquanto reduziu de 1,87% para 1,86% a do próximo ano.
Tarifa de Trump ainda fora do cálculo do PIB
As projeções divulgadas não incluem os possíveis efeitos do anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
A Fazenda avalia que, se mantida, a medida deve afetar setores específicos da indústria exportadora, mas com impacto limitado sobre o crescimento geral.
“Produtos básicos tendem a ser redirecionados com mais facilidade a outros países e regiões que bens manufaturados. Considerando esse panorama, o impacto das tarifas tende a ser pouco significativo no crescimento de 2025, embora alguns setores da indústria de transformação possam ser especialmente prejudicados”, diz o documento.
Inflação sob controle e arrecadação maior
A inflação brasileira foi de 0,24% em junho, recuando ligeiramente em relação a maio (0,26%), conforme divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) esta semana.
O resultado mensal foi influenciado, principalmente, pela energia elétrica residencial, que, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, registrou aumento de 2,96% no mês.
Além do IPCA, a SPE também revisou para baixo o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 4,9% para 4,7%, e o IGP-DI caiu de 5,6% para 4,6%, puxado principalmente pela deflação da soja e do minério de ferro. A valorização do real e a queda nos preços de alimentos e bens industriais também colaboraram para o alívio inflacionário.
Para 2026, a projeção do IPCA foi mantida em 3,6%, abaixo do teto da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 4,5%.
Déficit menor e arrecadação robusta
Na área fiscal, o Prisma Fiscal — sistema de expectativas do Ministério da Fazenda — prevê um déficit primário de R$ 72,1 bilhões em 2025, uma melhora em relação aos R$ 84,3 bilhões projetados em janeiro. A arrecadação federal deve alcançar R$ 2,88 trilhões, enquanto as despesas previstas somam R$ 2,39 trilhões.
Já a dívida bruta do governo deve encerrar o próximo ano em 80% do PIB, abaixo dos 82% estimados para o fim de 2024.
Principais projeções para 2025:
- PIB: 2,5%
- IPCA: 4,9%
- INPC: 4,7%
- IGP-DI: 4,6%
- Déficit primário: R$ 72,1 bilhões
- Dívida bruta: 80% do PIB
- Arrecadação federal: R$ 2,88 trilhões
- PIB nominal: R$ 12,69 trilhões
Fonte: ICL Notícias




