Agradeço e retribuo as mensagens de feliz 2026 que já estão chegando, mas ressalto o seguinte: os babilônicos costumavam comemorar o novo ano no equinócio da primavera; os assírios e egípcios realizavam os festejos em setembro; os gregos celebravam o furdunço em finais de dezembro; os persas escolheram março.
Chineses, japoneses, judeus e muçulmanos ainda têm datas próprias e motivos diferentes para comemorar a virada; como os quechuas de Twianacu, que comemoram o novo ano no inicio do ciclo agrícola, em junho. Os hindus da Índia pegam pesado. Dependendo da região do país, onde prevalece o calendário lunar, há os que datam os meses pela lua cheia e os que fazem isso pela lua nova. O ano começa com o retorno de Lakshmi, a deusa da prosperidade que ilustra o texto, que em certo momento do ciclo foi embora. Para que a deusa encontre o caminho de volta, as casas e ruas são iluminadas e fogos de artifício são utilizados. A data da volta da deusa muda de acordo com a região do país.
Entre os povos ocidentais, a data de primeiro de janeiro tem origem entre os romanos (Júlio César a estabeleceu em 46 A.C.). Só em 1582, com a adoção do calendário gregoriano, a igreja católica oficializou o primeiro dia de janeiro como o início do novo ano no calendário ocidental.
Como, portanto, cada cultura estabelece marcos e datas diferentes para a mudança de ciclo, acho que continuarei dando pouca pelota para o primeiro de janeiro. Para ser sincero, no meu imaginário o novo ciclo começa sempre na quarta-feira de cinzas. Meu deus é Momo e o meu rito de virada, esquecimento, memória e renovação, é o Carnaval.




