Por Catarina Scortecci
(Folahpress) – O vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ser obrigado a deixar sua cadeira na Comissão de Segurança Pública por excesso de faltas não justificadas. Ele integra o grupo desde o início do seu mandato na Câmara, em 2025.
O pedido de destituição foi feito pelo vereador Eduardo Zanatta (PT), que comanda a comissão, em um ofício encaminhado dia 16 de junho ao presidente da Câmara, Marcos Kurtz (Podemos).
A assessoria da Câmara informou à Folha nesta terça-feira (7) que a presidência recebeu o ofício e está analisando o pedido junto à Procuradoria Jurídica da Casa. Se Kurtz confirmar a destituição, a bancada do PL deve indicar outro vereador para o lugar.
A Câmara tem 13 comissões permanentes no total e Jair Renan integra apenas a da Segurança Pública, tema que costuma ser explorado por filiados ao PL nas campanhas eleitorais.
No ofício, Zanatta destacou um artigo do Regimento Interno da Câmara que define que “os membros das Comissões Legislativas Permanentes serão destituídos caso não compareçam, sem prévia e escrita justificativa, a três reuniões consecutivas ou cinco reuniões alternadas da comissão”.
Segundo levantamento do petista, das 12 reuniões realizadas entre janeiro e junho de 2026, Jair Renan esteve presente somente nas três primeiras e não apresentou justificativa para sua ausência nos demais encontros do colegiado, que é composto por três membros.
A reportagem mandou mensagem para o celular do assessor de Jair Renan e e-mail para o gabinete do vereador na tarde desta terça, mas não teve resposta até a publicação do texto.
Tanto Jair Renan quanto Zanatta são pré-candidatos a deputado federal por Santa Catarina nas eleições de outubro.



